Europa Press/Contacto/Bob Reijnders
MADRID, 30 abr. (EUROPA PRESS) -
A relatora especial das Nações Unidas para os Territórios Palestinos Ocupados, Francesca Albanese, condenou nesta quinta-feira a abordagem em águas internacionais de embarcações da Flotilha Global Sumud pela Marinha de Israel e denunciou a existência de um “apartheid sem fronteiras”.
“Como é possível que se permita a Israel assaltar e tomar navios em águas internacionais bem em frente à Grécia/Europa?”, questionou Albanese em uma mensagem nas redes sociais após a interceptação de mais de duas dezenas de embarcações nessa zona do mar Mediterrâneo.
“Independentemente do que você possa pensar sobre o apartheid em Israel e seus líderes genocidas, isso deveria abalar toda a Europa. Apartheid sem fronteiras”, lamentou, referindo-se ao fato de que as abordagens ocorreram em águas internacionais, a cerca de mil quilômetros de distância das costas de Israel e da Faixa de Gaza.
O governo israelense confirmou, até o momento, a detenção de cerca de 175 ativistas — entre eles cerca de trinta espanhóis, segundo a Global Sumud Flotilla — após a interceptação de mais de duas dezenas de embarcações em águas internacionais ao sul da Grécia, a cerca de mil quilômetros da costa da Faixa de Gaza e de Israel.
A própria frota afirmou que as tropas israelenses que abordaram dezenas de suas embarcações no mar Mediterrâneo “desativaram seus motores” e deixaram suas tripulações presas “diante da proximidade de uma tempestade violenta”, o que descreveu como “uma armadilha mortal”.
A frota deu continuidade à ação realizada em águas internacionais pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) em outubro de 2025, logo após ultrapassar o limite atingido apenas quatro meses antes pelo navio “Madleen”, igualmente interceptado por tropas israelenses.
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