Europa Press/Contacto/Ignacio Lopez Isasmendi
A relatora da ONU afirma que “Israel recebeu carta branca para ameaçar, sequestrar e atirar contra civis, inclusive em águas internacionais”
MADRID, 20 maio (EUROPA PRESS) -
A relatora especial das Nações Unidas para os Territórios Palestinos Ocupados, Francesca Albanese, acusou a União Europeia (UE) de agir como “facilitadora” das ações de Israel após a nova abordagem em águas internacionais no mar Mediterrâneo dos navios de uma nova frota que tentava chegar à Faixa de Gaza, detendo 430 ativistas.
"Alerta máximo em torno da frota. Foi dada a Israel licença para ameaçar, sequestrar e atirar contra civis, inclusive em águas internacionais”, afirmou em uma mensagem nas redes sociais. “Bem-vindos ao Apartheid sem fronteiras, em breve Consórcio do Apartheid no Mediterrâneo”, sustentou, antes de ressaltar que a situação “é uma vergonha para a UE, sua principal facilitadora nesta parte do mundo”.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou na terça-feira a detenção dos 430 participantes da frota, ao mesmo tempo em que afirmou que todos eles haviam sido transferidos para navios israelenses para serem levados ao país, “onde poderão se reunir com seus representantes consulares”. “Mais uma frota de relações públicas chegou ao fim”, afirmou, antes de voltar a associar a iniciativa ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).
Anteriormente, os organizadores da frota humanitária haviam informado que “todas” as embarcações haviam sido interceptadas. “Estamos aguardando mais informações sobre seu sequestro ilegal. Pela Palestina, não vamos parar”, disse a Global Sumud Flotilla, uma das entidades participantes desta missão ao lado da Coalizão da Frota pela Liberdade de Gaza (Freedom Flotilla Coalition) e de organizações da Turquia, Malásia e Indonésia.
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