Em abril, ele assumirá a liderança do partido e deixará o Congresso, mas continuará a negociar com o governo e não perderá "a raiva".
MADRID, 11 fev. (EUROPA PRESS) -
O porta-voz do PNV no Congresso, Aitor Esteban, assegurou que seu partido está "mais unido do que nunca" após a primeira rodada do processo de primárias que o levará à liderança do partido e negou uma ruptura com o atual presidente, Andoni Ortuzar, de quem continua a se declarar "amigo". O ainda deputado estima que assumirá o cargo em abril, o que o obrigará a deixar a câmara baixa, da qual não perderá "a briga".
Nos corredores do Congresso, Aitor Esteban declarou que encara essa nova tarefa "com responsabilidade", mas pediu que se respeite o processo eleitoral interno e a decisão final das bases, que não é esperada antes do final de março.
"Ainda estamos em um processo eleitoral e todos nós devemos respeitar as regras do Partido Nacionalista Basco e seus membros, que ainda estão votando em suas organizações municipais. E o resultado do que eles decidirem será visto no final de março, na Assembleia Geral que realizaremos", disse ele.
O PNV "NÃO IRIA SE SEPARAR".
Entretanto, ele quis deixar claro que essa mudança na presidência do PNV não envolveu nenhuma ruptura interna: "A verdade é que não houve tensão". Em sua opinião, "o partido não iria se romper em nenhuma circunstância" e o que prevaleceu foi a "absoluta tranquilidade entre os membros".
E ele negou que a saída de Ortuzar tivesse levado a um confronto entre os dois: "Ainda sou amigo dele e ele ainda é meu amigo", enfatizou.
De acordo com Esteban, o que aconteceu é que seu partido é "muito analógico", não "digital", que está "vivo" e "acredita em seus membros", que é "o mais importante" e que participa, vota e propõe"; e tanto Ortuzar quanto ele entenderam o que a militância queria dizer e chegaram a um acordo: "Ele tomou a decisão que tomou e acredito que as coisas foram canalizadas e acredito que temos um partido mais unido do que nunca", disse.
NÃO É SÓ NO PAÍS BASCO QUE SE FAZ POLÍTICA
O deputado nacionalista não deu muitos outros detalhes sobre seu futuro, embora tenha confirmado que, se finalmente for eleito presidente do PNV, terá de deixar sua cadeira no Congresso, embora seu trabalho não se limite à política no País Basco, mas também em Madri.
"Provavelmente não verei tanto os deputados e sentirei falta deles, mas tenho certeza de que os secretários de Estado e os ministros não se livrarão de mim tão facilmente", comentou, dando a entender que continuará a participar das negociações com o governo. O que ele não sentirá falta, reconheceu, é das "brigas" no Congresso.
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