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MADRID, 18 jun. (EUROPA PRESS) -
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, saudou nesta quinta-feira a assinatura do memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã e ressaltou que a agência está preparada para começar a definir as “medidas concretas” para chegar a um acordo definitivo e dar início à sua implementação.
“É bom quando se assina um acordo”, disse Grossi em uma coletiva de imprensa na Suíça, na qual destacou que “neste momento, especular não seria uma boa ideia”. “Ainda há trabalho a ser feito”, explicou ele, antes de destacar que o papel “indispensável” da AIEA na implementação do documento “é reconhecido” no texto.
“Cabe a nós nos reunirmos com os colegas americanos e iranianos para começar a definir as medidas concretas que precisarão ser implementadas”, afirmou Grossi, que enfatizou que “é agora que começa o trabalho técnico” entre as partes para definir a aplicação das cláusulas.
Assim, ele afirmou que existem “muitas alternativas” sobre a questão do urânio em posse do Irã, em meio a especulações sobre sua retirada do país, e insistiu que é hora de “trabalhos técnicos”. “Acho que seria sensato da minha parte não mencionar hoje nenhuma dessas alternativas”, afirmou.
Grossi destacou que se trata de “um momento de enorme responsabilidade para todos” e confirmou que existem “contatos” entre a AIEA e o Irã, incluindo um “trabalho técnico” em nível “baixo” que envolveu “algumas inspeções” desde a ofensiva lançada por Israel em junho de 2025, à qual os Estados Unidos se juntaram posteriormente com ataques contra três instalações nucleares.
“Eu mesmo estou em contato com as autoridades iranianas”, especificou o chefe da AIEA, que destacou que, se as partes decidiram assinar este “importante documento”, é “porque todos querem que seja um sucesso, antes de insistir que sua agência estará à disposição para um trabalho técnico sobre as “diferentes interpretações” que possam ser abordadas para resolver a questão.
O memorando de entendimento foi anunciado no domingo pelo Paquistão, que atuou como mediador, para pôr fim à guerra aberta no Oriente Médio causada pela ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel, iniciada em meio a negociações entre Washington e Teerã para chegar a um novo acordo nuclear.
A assinatura do memorando de entendimento dá início a um processo de 60 dias para negociar os detalhes de um acordo de paz definitivo, em meio a advertências do Irã sobre os ataques de Israel ao Líbano, que o país considera uma violação do que foi acordado com Washington.
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