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MADRID, 10 jun. (EUROPA PRESS) -
O Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), composto por 35 nações, deu “luz verde” nesta quarta-feira a uma resolução apresentada pelos Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha, que insta o Irã a declarar suas reservas remanescentes de urânio enriquecido e a permitir o acesso dos inspetores às suas instalações nucleares.
A resolução, que exige que o Irã permita que os inspetores verifiquem o estado e a localização de suas reservas de urânio enriquecido, foi aprovada em Viena pelo Conselho da AIEA, apesar da rejeição da China e da Rússia, segundo informou a Bloomberg.
"A resolução expressa de forma hipócrita seu apoio a uma solução diplomática, enquanto os Estados Unidos se envolvem simultaneamente em mais atos de agressão, inclusive contra a infraestrutura civil iraniana, e promovem o confronto em diferentes fóruns. Uma solução diplomática requer pelo menos um mínimo de boa-fé”, assinalou a missão iraniana em Viena em uma mensagem divulgada nas redes sociais.
Nesse sentido, criticou que a resolução “política” do órgão está “desprovida do profissionalismo esperado de um órgão técnico” e garantiu que Teerã “protegerá seus direitos inalienáveis”, inclusive “em resposta a esta resolução falha”.
“Como se pode confiar na AIEA quando ela é instrumentalizada por belicistas, e está incapacitado de tal forma que nem mesmo lhe permite expressar uma simples preocupação com os ataques armados ilegais mais extensos, sem precedentes em sua história, contra instalações nucleares pacíficas salvaguardadas de um Estado-membro?”, questionou.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, havia instado na véspera os ministros das Relações Exteriores dos países representados no Conselho de Governadores da AIEA a rejeitar a resolução por se concentrar exclusivamente nas consequências dos acontecimentos recentes, ignorando “deliberadamente” as causas profundas da situação atual, ou seja, os ataques dos Estados Unidos e de Israel.
Araqchi afirmou que a decisão tomada pelos membros poderia afetar não apenas Teerã, mas também a credibilidade, a independência e o futuro do órgão e do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).
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