Publicado 31/05/2026 12:08

A AIEA constata um impacto que "corresponde" ao causado por um drone em uma turbina da usina nuclear de Zaporizhia

Archivo - Arquivo - Usina nuclear de Zaporizhia, na Ucrânia
ORGANISMO INTERNACIONAL DE LA ENERGÍA ATÓMICA

MADRID 31 maio (EUROPA PRESS) -

Técnicos da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmaram neste domingo “danos na parte externa de um prédio de turbinas” da usina nuclear de Zaporizhia, controlada pela Rússia, embora localizada em território ucraniano, e indicaram que o impacto “corresponde” a um ataque de um drone.

“As observações da equipe se encaixam com o impacto de um drone”, assinalou a AIEA em um comunicado após as informações divulgadas no sábado pela direção da usina sobre um ataque de um drone ucraniano.

Especificamente, eles relataram danos em uma escotilha metálica localizada a uma altura considerável e restos de entulho e fibra óptica queimada no chão.

A equipe da AIEA solicitou acesso ao prédio danificado, localizado bem ao lado do reator 6 da usina. Ao entrarem, os especialistas tiveram que se proteger do que pareciam ser ruídos de um drone e tiros para repelir esses aparelhos, “mas puderam confirmar com seus equipamentos de medição que os níveis de radiação no local continuam normais”.

Neste mesmo domingo, as autoridades da usina de Zaporizhia denunciaram um novo ataque ucraniano, desta vez contra o centro de transporte do complexo, que destruiu oito veículos utilizados pelo pessoal da usina nuclear, a maior da Europa.

“Seis ônibus e duas vans GAZelle foram destruídos em consequência do ataque de hoje. Não há feridos entre o pessoal", informou a usina em sua conta nas redes sociais.

As autoridades russas alertam que esses ataques "geram riscos adicionais para o funcionamento estável da usina nuclear, dificultam seu funcionamento normal e representam uma ameaça à segurança dos trabalhadores".

Apesar desses incidentes, as autoridades garantem que a usina está funcionando normalmente. "A segurança operacional da usina está totalmente garantida e todos os parâmetros do processo são constantemente monitorados pela equipe", destacou.

O chefe da AIEA, Rafael Grossi, alertou no sábado que o incidente coloca em risco os sete “pilares indispensáveis” para garantir a segurança nuclear durante o conflito e também os cinco “princípios concretos” estabelecidos para a proteção da usina de Zaporizhzhia em particular. “Não deve haver nenhum ataque de qualquer tipo, nem a partir de nem contra” a usina, lembrou Grossi.

“Atacar instalações nucleares é como brincar com fogo”, advertiu Grossi, que informou que a equipe da AIEA presente em Zaporizhzhia solicitou acesso para examinar “em primeira mão” o prédio da turbina afetada. “Este seria o primeiro ataque com drone dentro do perímetro da usina desde abril de 2024”, lembrou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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