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MADRID 23 mar. (EUROPA PRESS) -
O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, classificou nesta segunda-feira como “muito grave” a atual crise energética, contextualizada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz e pelos ataques a infraestruturas energéticas no Oriente Médio, ao mesmo tempo em que previu que “nenhum país” estará “imune” aos seus efeitos, pelo que defendeu um “esforço global” de todos os países para enfrentá-la em conjunto.
“A situação é muito grave”, lamentou Birol em um evento realizado no Clube Nacional de Imprensa de Canberra, capital da Austrália, acrescentando que o atual contexto de crise superou as duas crises petrolíferas registradas durante a década de 1970 (1973 e 1979), na medida em que, naquela época, em cada uma delas, perdiam-se “cerca de cinco milhões de barris por dia”, enquanto “hoje se perderam 11 milhões de barris por dia”, ou seja, “mais do que durante as duas maiores crises do petróleo juntas”.
Em relação aos danos causados em instalações localizadas no Oriente Médio, Birol destacou que, pelo menos, 40 infraestruturas energéticas da região foram “gravemente” ou “muito gravemente” danificadas em nove países, a partir da ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã no último dia 28 de fevereiro e das represálias adotadas na região pelo país asiático contra território israelense e interesses norte-americanos na zona.
Mostrando-se convencido de que “nenhum país estará imune aos efeitos desta crise se tudo continuar indo na mesma direção”, o diretor da AIE defendeu a “necessidade” de um “esforço global” por parte de todo o mundo, “desde o governo chinês até o dos Estados Unidos, Oriente Médio, Austrália e Europa”, com o objetivo de abordar essa problemática de forma conjunta.
Vale lembrar que o Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) transportados por via marítima em todo o mundo, está praticamente fechado, o que está elevando os preços do petróleo bruto, do gás e do combustível de aviação, além de impactar setores como o alimentício, o manufatureiro, o da saúde e o tecnológico.
Nesta segunda-feira, por volta das 8h, o preço do petróleo Brent, referência na Europa, subiu mais de 2% e era cotado perto dos 109 dólares antes da abertura das bolsas na Europa, situando-se bem acima da marca de 72 dólares que apresentava antes do ataque aos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
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