MADRID 24 ago. (EUROPA PRESS) -
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, denunciou no domingo as tentativas de dividir a sociedade iraniana após o "fracasso" dos últimos ataques israelenses e norte-americanos, que teriam demonstrado que o país "não pode ser subjugado por meio da guerra".
"A resistência e a poderosa unidade da nação, das autoridades e das forças armadas" e "o retumbante fracasso dos ataques militares" mostraram que "o povo iraniano e o sistema islâmico não podem ser derrotados ou subjugados por meios de guerra", argumentou Khamenei em um discurso publicado em seu site oficial.
É por isso que eles agora estão tentando "gerar divisão dentro do país". "Todos os cidadãos, autoridades, intelectuais e escritores devem preservar e reforçar com todas as suas forças o escudo de ferro da sagrada unidade nacional", acrescentou.
Ele conclamou toda a população a apoiar aqueles que servem ao país, "especialmente o presidente trabalhador", disse ele, referindo-se ao presidente Masud Pezeshkian. Khamenei fez essas observações durante um evento com milhares de pessoas para comemorar o aniversário da morte do Imã Ali Reza (Ali ibn Musa).
Cerca de mil pessoas foram mortas na troca de bombardeios entre Israel e Irã, que começou em 13 de junho e durou doze dias. Os EUA também se envolveram no ataque a três instalações nucleares iranianas.
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