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MADRID 5 jan. (EUROPA PRESS) -
As autoridades iranianas anunciaram a prisão de um "agente afiliado" ao serviço de inteligência de Israel que supostamente participou dos protestos que se espalharam por várias cidades iranianas nos últimos dias devido à crise econômica no país da Ásia Central, e que resultaram em pelo menos 15 mortes, de acordo com várias organizações não governamentais.
O detido explicou durante sua confissão o método de recrutamento e comunicação com o Mossad, que incluía contatos através de redes sociais como Instagram ou Telegram, enquanto continuam as investigações sobre a rede criada por essa pessoa, informou a agência de notícias iraniana Tasnim.
"No início, fomos instruídos a ir às casas das pessoas e, em seguida, recebemos ordens para ir ao mercado. As missões mudaram gradualmente e tudo se baseava em receber dinheiro", disse ele, segundo a Tasnim.
Durante o dia, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que Israel "se identifica com a luta do povo iraniano" e "suas aspirações por liberdade e justiça", afirmando que Teerã poderia ter chegado a "um ponto de inflexão, onde o povo iraniano assume o controle de seu futuro".
As autoridades iranianas prenderam - e executaram - várias pessoas acusadas de ligações com o Mossad ou de trabalhar para os serviços de inteligência de Israel nos últimos meses, execuções aceleradas na esteira do conflito desencadeado pela ofensiva militar de junho de Israel contra o país da Ásia Central.
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