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MADRID 1 set. (EUROPA PRESS) -
A agência de notícias libanesa NNA denunciou nesta segunda-feira ataques israelenses no sul do Líbano que, em um dos casos, teriam incluído o uso de “projéteis de fósforo proibidos internacionalmente”, uma acusação que se repetiu em várias ocasiões ao longo do último mês e que também lembra a denúncia feita em março pela ONG Human Rights Watch (HRW) sobre o uso, por parte do Exército de Israel, de fósforo branco em áreas residenciais no sul do Líbano, em violação ao Direito Internacional.
Especificamente, a NNA localizou esse ataque no município de Kfar Reman, situado na província de Nabatiye, no sul do Líbano, onde também relatou um “intenso bombardeio de artilharia”.
Além disso, a agência aponta para outro bombardeio na localidade de Zautar al Sharquiye, no distrito de Beirute, e para o lançamento de fogos de sinalização no município de Al Duhaira, no distrito de Tiro; ambas as ações ocorreram no sul do Líbano e foram atribuídas ao Exército israelense.
A NNA já havia relatado, em duas ocasiões no mês de agosto, o uso de “projéteis de fósforo proibidos internacionalmente” pelas forças israelenses, assim como havia feito anteriormente em outros casos, incluindo o denuncado em março pela Human Rights Watch, que já documentou o uso generalizado de fósforo branco pelo Exército israelense entre outubro de 2023 e maio de 2024 nas aldeias fronteiriças do sul do Líbano.
O fósforo branco — uma substância química dispersa em projéteis de artilharia, bombas e foguetes que se inflama quando exposta ao oxigênio — pode ser usado para diversos fins, entre eles marcar alvos, enviar sinais ou até mesmo atacar diretamente pessoal e material militar. No entanto, seu uso indiscriminado em áreas densamente povoadas é ilegal nos termos do Direito Internacional.
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