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MADRID 22 fev. (EUROPA PRESS) -
A agência de notícias norte-americana Associated Press (AP) anunciou nesta sexta-feira um processo contra três funcionários do governo Trump, depois que o presidente vetou os jornalistas da agência de eventos na Casa Branca e do avião presidencial Air Force One por usarem o nome 'Golfo do México' em vez de 'Golfo da América'.
"A negação indefinida de acesso da Casa Branca à AP foi baseada no conteúdo e no ponto de vista percebido das reportagens e decisões editoriais da AP, e constituiu uma retaliação inadmissível contra a AP", disse a AP no processo, conforme relatado pela Bloomberg.
As três autoridades específicas são a chefe de equipe da Casa Branca, Susie Wiles, o vice-chefe de equipe, Taylor Budowich, e a secretária de imprensa, Karoline Leavitt.
Na ação judicial, a empresa jornalística argumentou que o governo Trump havia violado as proteções à liberdade de imprensa da Primeira Emenda, bem como os direitos ao devido processo legal previstos na Quinta Emenda.
A Associated Press, um membro original do pool que cobre o presidente, foi impedida na semana passada de participar de eventos na Casa Branca e no avião presidencial por usar o nome "Golfo do México" em vez de "Golfo da América".
Em resposta, a Casa Branca barrou a entrada de fotógrafos, repórteres de rádio e assentos no Air Force One. Trump, em uma entrevista à Fox News na sexta-feira, acusou a AP de querer "jogar limpo" e criticou sua cobertura.
A editora-executiva da agência de notícias, Julie Pace, acusou a Casa Branca de ter pedido à agência de notícias que "alinhasse seus padrões editoriais com a ordem executiva de Trump", renomeando o Golfo do México.
Por sua vez, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) disse que essas "represálias" contra a AP "minam o compromisso declarado do presidente dos EUA com a liberdade de expressão".
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