Europa Press/Contacto/Zhang Yibin
MADRID 2 abr. (EUROPA PRESS) -
O Afeganistão e o Paquistão iniciaram nesta quinta-feira conversações de paz, com a mediação da China, para pôr fim às hostilidades entre os dois países, que ressurgiram após a ofensiva lançada por Islamabad contra supostos alvos do grupo militante Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP).
Urumqi, capital da região autônoma de Xinjiang, sedia essas negociações, às quais ambas as delegações chegaram em meio a evidentes sinais de desconfiança mútua após a escalada da violência desde meados de março, após o ataque a um centro hospitalar na capital afegã, Cabul, que resultou em cerca de 400 mortos.
Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, Tahir Andrabi, as autoridades afegãs devem “demonstrar ações visíveis e verificáveis” para a redução da tensão, em meio aos contatos mantidos entre altos funcionários dos dois países, informou o canal Dawn.
O Paquistão afirma que a aposta nos contatos está em linha com sua postura “constante e sua prática tradicional de apoiar um processo credível que possa conduzir a uma solução duradoura” diante do que considera “terrorismo transfronteiriço proveniente do Afeganistão”.
“Nossa participação é uma reiteração de nossas preocupações fundamentais”, destacou Andrabi, deixando a cargo do Afeganistão “o ônus de um processo real”. “Deve demonstrar ações visíveis e verificáveis contra os grupos terroristas que utilizam o solo afegão contra o Paquistão”, expôs.
Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores do Afeganistão confirmou o processo em andamento a proposta da China e com base no “respeito mútuo e no contato construtivo”.
“O Emirado Islâmico do Afeganistão participa com uma abordagem equilibrada e baseada em princípios, com o objetivo de manter debates amplos e responsáveis sobre as relações de boa vizinhança, o fortalecimento dos laços comerciais e a gestão eficaz das questões de segurança”, destacaram as autoridades afegãs, controladas pelo Talibã desde 2021.
Dessa forma, Cabul enfatizou que a diplomacia “baseada no respeito mútuo, na não ingerência e no entendimento construtivo” pode trazer “soluções práticas e sustentáveis” para os conflitos entre o Afeganistão e o Paquistão.
A zona de fronteira entre os dois países tem sido, há anos, palco de insegurança, especialmente devido aos ataques do Tehrik e Taliban Pakistan (TTP). As tensões culminaram, no final de fevereiro, em um novo conflito entre o Paquistão e o Afeganistão, após uma série de bombardeios por parte de Islamabad contra supostos alvos do TTP.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático