Ele garante que, quando elas denunciaram internamente, os denunciados foram informados “para que pudessem retaliá-las”. MADRID 20 fev. (EUROPA PRESS) -
O advogado da vítima do Diretor Adjunto Operacional (DAO), Jorge Pidrafita, afirmou hoje que está sendo contatado por mais mulheres policiais que sofreram condutas inadequadas por parte da cúpula policial e revelou que, quando elas denunciaram internamente, os denunciados foram informados imediatamente “para que pudessem retaliá-las”.
O advogado da subordinada que acusou o DAO de agressão sexual fez estas declarações numa entrevista à Antena 3, recolhida pela Europa Press, na qual explicou que "estão a começar a contactá-lo" mulheres que sofreram condutas "inadequadas" por parte de outros membros da "cúpula policial". Ele as incentivou a continuarem entrando em contato para que ele possa aconselhá-las e, se tiverem provas, “montar essa denúncia”. Em sua opinião, a denúncia é o “único mecanismo” para “poder agir e acabar com essa impunidade que parece estar instalada na cúpula policial” e, com isso, que nenhuma mulher funcionária ou policial sofra em seu local de trabalho.
Segundo Piedrafita, essas mulheres estão se animando a entrar em contato pelo “enorme ato de coragem” que sua cliente fez ao denunciar o DAO, pois “abriu uma brecha” e fez com que elas começassem a quebrar o silêncio. Ele indicou, nesse sentido, que elas serão ajudadas e receberão “assistência jurídica gratuita” para reunir provas e, se houver provas suficientes, agir judicialmente.
À pergunta de se começou um movimento “me too” na Polícia Nacional e se vai apresentar estes assuntos judicialmente, o advogado indicou que cada caso será analisado individualmente e verá a estratégia a seguir.
De fato, ele explicou que, entre as coisas que as mulheres que entraram em contato com ele lhe contaram, está o fato de que, quando denunciaram internamente, “o imediato” foi transferir a pessoa que havia sido denunciada “para que pudesse retaliá-las”. MUDANÇA DE ATITUDE COM GENMA BARROSO
De qualquer forma, ele indicou que observaram mudanças na atitude de Genma Barroso, que substituiu provisoriamente o DAO, e disse que ontem à tarde ela se reuniu com sua cliente e providenciou escolta, que está operando desde ontem à tarde, já que a suposta vítima está “muito apavorada”. Ela também se reuniu, segundo o advogado, com “a chefe de segurança cidadã e a equipe psicossocial”. Graças a isso, ele explicou, “ela está mais tranquila”, porque sua cliente desconfia da “cúpula policial” e dos “tentáculos” do DAO, mas confia em seus colegas. Muitos deles, disse ele, estão escrevendo para ela apoiando-a e “muito indignados” com o que aconteceu, manchando assim a imagem do uniforme. “Não se pode colocar todas as pessoas no mesmo saco”, disse ele.
Também foi questionado se tem intenção de denunciar outros colegas que estão atacando sua cliente nos chats e diz que eles estariam dispostos a denunciá-lo, embora agora acredite que seja muito difícil saber. Jorge Piedrafita indicou que hoje entregará ao tribunal as provas que têm, o áudio de 40 minutos que registra a agressão sexual e as mensagens do WhatsApp. Ele também explicou que a transferência de sua cliente para o prédio onde fica a sede do DAO ocorreu quando ela foi promovida, pois havia solicitado destinos em Madri. “Ela entendeu que era o lugar certo para ela, pois era o cargo que lhe cabia matematicamente”, explicou. SUSPEITAS SOBRE O DAO E SEU BRAÇO EXECUTOR NA TRANSFERÊNCIA
No entanto, agora e depois de tudo o que aconteceu, ela tem a “suspeita” de que “o DAO ou seu braço executor” possam ter tido algo a ver com o fato de ela estar lá. “Mas isso é algo que não sabemos”, reforçou.
Quanto às informações que apontam que a vítima já denunciou em 2019 outro superior por assédio cibernético e laboral, ameaças e coações, e que essa denúncia foi arquivada, o advogado indicou que “cada defesa tem o seu estilo” e acredita que o que pretendem é prejudicar a vítima. Mas ele alertou que o que será julgado no tribunal são os fatos que foram denunciados, ou seja, o que aconteceu em 23 de abril de 2025.
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