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MADRID 24 mar. (EUROPA PRESS) -
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, assegurou nesta segunda-feira que a Suprema Corte "intervirá" no caso da polêmica deportação de 300 migrantes venezuelanos para El Salvador, uma medida realizada pela Administração de Donald Trump apesar de um juiz federal ter emitido uma ordem que bloqueia as deportações por pelo menos duas semanas.
"A Suprema Corte intervirá (...) Esse juiz federal está fora de controle e está tentando controlar toda a nossa política externa, e ele não pode fazer isso", disse Bondi durante uma entrevista para a Fox News, na qual se juntou à corrente do governo Trump e acusou o juiz James Boasberg.
Bondi insistiu que o magistrado "absolutamente não" tem o poder de condicionar a segurança nacional dos Estados Unidos, e assegurou que a Administração recorrerá à Justiça convencida de que prevalecerá no caso. "Nós venceremos, nós prevaleceremos", afirmou o promotor.
Tanto a promotora Bondi quanto o próprio Trump e outros membros do governo criticaram Boasberg nos últimos dias, para quem estão pedindo o impeachment por intromissão em assuntos da administração. No entanto, o presidente da Suprema Corte, John Robert, em uma atitude incomum, deu um passo à frente para defender o juiz.
Em meados de março, o juiz ordenou o fim dos voos de deportação de migrantes venezuelanos que, de acordo com a Casa Branca, eram membros da gangue Tren de Aragua. Boasberg ordenou que os aviões não saíssem dos EUA ou retornassem se já tivessem decolado, embora o avião tenha acabado pousando em El Salvador.
O governo argumentou então que o juiz não poderia interferir na política externa e de segurança dos EUA e que os aviões já estavam fora do território americano no momento em que a ordem foi emitida. O presidente salvadorenho Nayib Bukele, que simpatiza com Trump, brincou dizendo que o juiz americano havia chegado "tarde demais" para impedir a deportação.
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