Publicado 20/02/2026 10:32

O advogado da denunciante do DAO garante que Marlaska lhe ligou e que foi estabelecido um "canal de comunicação".

Archivo - Arquivo - O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, durante uma coletiva de imprensa para informar sobre os acordos adotados no Conselho de Ministros do dia, em La Moncloa, Madri (Espanha), em 10 de novembro de 2020. Entre os acordos, o
EUROPA PRESS/J. Hellín. POOL - Europa Press

MADRID 20 fev. (EUROPA PRESS) - O advogado da policial que denunciou o DAO por agressão sexual, Jorge Piedrafita, afirmou hoje que o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, entrou em contato com ele e transmitiu seu apoio à vítima. Ontem, a ministra da Igualdade, Ana Redondo, também se ofereceu para falar com ela.

Ele explicou isso em várias entrevistas concedidas esta manhã à Tele 5, Cuatro e La Sexta, divulgadas pela Europa Press, nas quais explicou que Grande-Marlaska se colocou à disposição dele e de sua cliente e também ofereceu seu apoio à suposta vítima do DAO pelos fatos denunciados. Algo que o advogado agradeceu. No entanto, fontes do Ministério do Interior consultadas pela Europa Press não quiseram confirmar nenhum contato, alegando que não farão comentários “por respeito à vítima”. “Tudo o que estiver relacionado com este assunto será tratado de forma confidencial”, explicou, salientando ao mesmo tempo que “desde o primeiro dia estamos à sua disposição”.

O advogado Piedrafita também indicou que foi aberto um “canal de comunicação com o Ministério para qualquer coisa que a vítima precise”. Um agradecimento que estendeu à substituta provisória do DAO, Gemma Barroso, pela boa atenção que lhes dispensou. Noutra entrevista dada esta manhã, na Tele 5, Piedrafita afirmou que a sua cliente se encontrou ontem com Barroso e que esta lhe atribuiu uma escolta, o que fez com que a alegada vítima se sentisse um pouco mais segura. A MINISTRA DA IGUALDADE OFERECEU-SE PARA SE ENCONTRAR COM A VÍTIMA

O advogado explicou ainda que ontem recebeu uma ligação da ministra da Igualdade, Ana Redondo, que se ofereceu para ouvir sua cliente quando ela quisesse, a fim de “acolhê-la e ajudá-la”. Agora, acrescentou, têm de ver “como a vítima evolui e quando ela acredita” poder ter esse encontro. O advogado disse que hoje apresentaria as gravações, as mensagens e os relatórios médicos e salientou que, além da gravação de 40 minutos que reflete a agressão sexual, as restantes provas, por si só, sustentariam a acusação. Nesse sentido, ele precisou que tanto as mensagens posteriores nas quais o DAO reconhece implicitamente os fatos, segundo ele, também estariam as que o comissário San Juan, também afastado do cargo, enviou para tentar comprá-la.

No entanto, reiterou que solicitou à juíza que seja a Guarda Civil e não a Polícia Nacional a analisar a veracidade das gravações, uma vez que a atual cúpula da Polícia foi nomeada pelo DAO que renunciou e não sabem “até onde chegam seus tentáculos”.

OUTRA POLICIAL DENUNCIA ASSÉDIO SEXUAL NO TRABALHO POR PARTE DE OUTRO COMISSÁRIO O advogado também disse estar a receber pressões, mas advertiu que irá até ao fim. Chegou mesmo a referir que poderá apresentar outras queixas, uma vez que outra policial lhe comunicou que denunciou “assédio sexual no trabalho” por parte de outro comissário da cúpula policial.

Sobre esta questão, revelou que quando esta outra policial denunciou internamente a suposta agressão, o afetado foi imediatamente informado e “ela ficou à sua mercê”. “Esses senhores se achavam acima do bem e do mal”, exclamou o advogado.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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