Publicado 19/02/2026 07:23

O advogado da denunciante do DAO afirma que Marlaska não a contactou e que não é ela quem deve pedir a sua demissão.

O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, intervém durante uma sessão de controle ao Governo, no Congresso dos Deputados, em 18 de fevereiro de 2026, em Madri (Espanha). O Governo enfrenta uma nova sessão de controle no Congresso em
Eduardo Parra - Europa Press

MADRID 19 fev. (EUROPA PRESS) -

O advogado da denunciante contra o diretor adjunto operacional (DAO) da Polícia Nacional por agressão sexual, Jorge Piedrafita, afirmou nesta quinta-feira que o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, não entrou em contato com sua cliente e também considera que não é ela quem deve pedir sua demissão, mas sim o ministro, que deve assumir a responsabilidade pelos erros que cometeu.

“Nem o ministro Grande-Marlaska falou com a minha cliente nem falou comigo”, criticou o advogado em entrevista à Onda Cero, divulgada pela Europa Press, considerando que, se o titular da pasta do Interior quisesse entrar em contato, poderia tê-lo feito. “Meu telefone está aberto, ele pode entrar em contato comigo quando quiser, que eu o atenderei com muito prazer”, acrescentou.

No entanto, em entrevista à Antena 3, também divulgada pela Europa Press, ele agradeceu à DAO interina, Gema Barroso, por ter atendido seu cliente com “muito tato e empatia” e por tê-lo encorajado “a seguir até o fim com todas as consequências”.

“Ela ficou chocada com o que eu estava contando e, claro, disse que ela estava fazendo a coisa certa”, destacou ele sobre a reação de Barroso. “NÃO SE DEVE TRANSMITIR ESSA PRESSÃO A ELA”

Da mesma forma, o advogado respondeu às afirmações de Marlaska na sessão de controle no Congresso nesta quarta-feira, nas quais ele garantiu que renunciaria se a vítima da suposta agressão lhe dissesse que se sentiu desprotegida, alegando que “a vítima deve ficar tranquila e não se deve transferir essa pressão para ela”.

Sobre isso, acrescentou que o que foi dito pelo ministro “é voltar a transferir para a vítima algo que não lhe compete” e que seu cliente chegou a se perguntar se lhe tinham colocado “o futuro do ministro” em suas mãos.

Nesse sentido, Piedrafita sustentou que, no caso em questão, “muitas coisas foram feitas de forma errada” e que são os altos cargos da Polícia e do Interior que devem “assumir as responsabilidades que lhes cabem”. De qualquer forma, ele enfatizou que a vítima não deve “assumir essa decisão ou receber qualquer desafio”. Dito isso, ele questionou a atuação do ministro por ter pedido a demissão do DAO e aberto um processo contra o comissário e assessor do DAO, Óscar San Juan González, em vez de tê-los demitido diretamente.

Por fim, ele apontou que, durante a licença psicológica da agente da Polícia — na qual ela se encontra desde julho de 2025 —, “ninguém do Serviço de Prevenção de Riscos Laborais ligou” para sua cliente e pediu que cessassem os ataques e a transferência de responsabilidades para a vítima, da qual ele garantiu que “já está bastante abalada”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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