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MADRID 27 maio (EUROPA PRESS) -
A administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta terça-feira às agências federais que rescindam seus contratos com a Universidade de Harvard na medida do possível, em um novo ataque ao centro educacional, que ele acusou de ser "antissemita" por permitir manifestações pró-palestinas.
A Casa Branca indicou que enviou uma carta a todas as agências relevantes para "identificar esses contratos e suspendê-los ou redirecioná-los" à medida que o conflito se aprofunda. Esses contratos podem chegar a US$ 100 milhões (cerca de 88 milhões de euros), de acordo com a NBC.
Essa medida se enquadra nas recentes palavras de Trump, que desencadeou uma guerra contra a universidade, a qual ele ordenou que suspendesse a matrícula de estrangeiros com o argumento de que os países de origem desses estudantes "não pagam nada".
"Eu me pergunto por que Harvard não conta que quase 31% de seus alunos vêm de terras estrangeiras e que esses países, alguns dos quais não são amigos dos Estados Unidos, não pagam nada pela educação de seus alunos, nem pretendem pagar", disse Trump no fim de semana, apesar de os tribunais terem suspendido a ordem por enquanto.
Na segunda-feira, o magnata nova-iorquino afirmou que "vencerá" a disputa que tem com uma das universidades mais prestigiadas do mundo e insistiu na necessidade de que ela pare de aceitar estudantes estrangeiros.
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