Europa Press/Contacto/Vladimir Gerdo
MADRID 13 fev. (EUROPA PRESS) - As autoridades russas acusaram nesta sexta-feira de “terrorismo” os detidos pelo seu suposto papel na tentativa de assassinato, na semana passada, do vice-diretor da Inteligência Militar de Moscou, o general Vladimir Alekseyev, que foi baleado no edifício onde se encontra a sua residência na capital, Moscou.
A porta-voz do Comitê de Investigação da Rússia, Svetlana Petrenko, indicou que “os acusados no caso da tentativa de assassinato do tenente-general Vladimir Alekseyev foram acusados de terrorismo”, antes de enfatizar que as investigações “continuam”, sem descartar outras prisões.
Assim, ela afirmou que “os investigadores revisaram exaustivamente as informações que obtiveram”, incluindo provas coletadas na cena do crime, as declarações dos acusados e os motivos dos “organizadores e responsáveis pelo ataque”, de acordo com um comunicado publicado nas redes sociais.
O Serviço Federal de Segurança (FSB) apontou diretamente Kiev como responsável pela tentativa de assassinato e afirmou que os detidos confessaram ter agido seguindo ordens dos Serviços de Segurança da Ucrânia (SBU).
Alekseyev foi operado e encontra-se estabilizado no hospital, onde recuperou a consciência no sábado passado. O general era, desde 2011, vice-diretor do Gabinete Principal do Estado-Maior das Forças Armadas da Federação Russa, o serviço de Inteligência Militar, conhecido pela sigla GRU.
O general está sob sanções dos Estados Unidos e da União Europeia (UE) desde 2016 e 2019, respectivamente. O bloco europeu o sancionou por sua suposta responsabilidade no envenenamento com um agente nervoso, em 2018, do ex-agente russo Sergei Skripal e sua filha Yulia, na cidade britânica de Salisbury.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático