Andres Balcazar / Zuma Press / Europa Press
Cerimedo teria ordenado que atirassem em sua ex-companheira, Nadia Beller, para impedir que ela contasse o que sabia
MADRI, 19 set. (EUROPA PRESS) -
O Ministério Público boliviano apresentou uma nova acusação por violência familiar ou doméstica contra o assessor político argentino Fernando Cerimedo, próximo aos presidentes da Argentina, Javier Milei, e da Bolívia, Rodrigo Paz, e detido por supostamente ter ordenado a morte de sua ex-companheira, Nadia Beller.
O procurador-geral do Estado, Roger Mariaca, informou que a acusação foi apresentada em 15 de setembro, após o depoimento do investigado, de Beller e outras diligências realizadas no âmbito da investigação.
“O senhor Cerimedo foi indiciado por violência familiar ou doméstica, nos termos da Lei 348, e o Ministério Público solicitou a medida excepcional de prisão preventiva em uma prisão pública, neste caso, Chonchocoro”, destacou Mariaca.
O Ministério Público solicitou que a nova medida seja cumprida em Chonchocoro, uma prisão de segurança máxima localizada próxima a El Alto, uma vez que Cerimedo já se encontra detido nessa prisão em prisão preventiva por supostos crimes relacionados à lavagem de dinheiro e outros fatos que estão sendo investigados em La Paz. Em Santa Cruz, ele também enfrenta um processo por tentativa de feminicídio contra Beller e outro por violência familiar ou doméstica.
O pedido do Ministério Público deverá ser analisado em uma audiência cautelar, na qual um juiz determinará as medidas cabíveis neste novo processo.
Cerimedo foi detido em 18 de agosto no principal aeroporto de Santa Cruz com uma passagem com destino à Argentina, um dia após o ataque a tiros contra Beller, e atualmente cumpre 180 dias de prisão preventiva por tentativa de feminicídio.
Milei se pronunciou sobre as acusações relacionadas à sua relação com Cerimedo. “É alguém que não faz parte do nosso grupo e que não tem nenhum tipo de vínculo conosco. Deixamos de ter qualquer relação com ele em 2023”, declarou à Rádio Mitre.
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