CUENCA 12 jan. (EUROPA PRESS) -
As acusações do julgamento contra o autor do crime de Nohales apontaram em sua alegação inicial o ataque final à vítima, após o primeiro ataque em que lhe desferiu várias facadas, como prova da existência de premeditação que definiria o crime como assassinato e não como homicídio, como propôs a defesa. Em sua primeira intervenção, a promotoria, os advogados da acusação particular e a advogada da Junta de Comunidades de Castilla-La Mancha, que costuma apresentar-se como acusação em casos de violência de gênero, enfatizaram essa possível premeditação que permitiria a qualificação como assassinato, com um pedido de pena de 25 anos, em contraposição ao homicídio, que deixaria a pena em um máximo de 15 anos.
A advogada de defesa da mulher assassinada informou ao júri popular que C.B. matou a vítima, Cristina, quando ela já estava sangrando no chão, “com uma faca, como se descabeça os touros”, conforme descreveu os fatos.
Esta acusação salientou que o arguido agiu com pleno conhecimento do que estava a fazer e que existe uma “continuidade criminosa” no caso da violação da pena, uma vez que em várias ocasiões violou a medida cautelar de afastamento da vítima.
Por sua vez, o advogado de M.C., o homem que acompanhava Cristina e que também sofreu o ataque de Belinchón, pediu ao júri que considerasse se o acusado agiu de forma premeditada.
Por sua vez, o advogado do autor do crime, em sua primeira intervenção, fez uma alegação em favor do direito de toda pessoa a uma defesa justa e à pena estabelecida pela lei para uma conduta que existiu.
“Não haverá debate sobre o horror da morte, porque o Sr. Belinchón cometeu os fatos”, reconheceu o advogado, mas pediu ao júri que decidisse “se meu cliente tinha plena capacidade para saber o que estava fazendo”.
Por outro lado, o advogado criticou o serviço de saúde de Castilla-La Mancha por lhe ter colocado “obstáculos” para conhecer a situação clínica do acusado e poder verificar, como alega a defesa, que ele tinha consumido drogas no dia em que os fatos ocorreram e que isso alterou suas capacidades volitivas.
Por fim, o advogado lembrou que a acusação terá que provar a existência de premeditação tanto na morte de Cristina quanto na tentativa de matar M.C., porque, caso contrário, como argumentam na defesa, os fatos não poderiam ser qualificados como homicídio e tentativa de homicídio, respectivamente.
O julgamento será retomado esta tarde com as primeiras declarações das testemunhas citadas.
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