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MADRID 22 maio (EUROPA PRESS) -
Um juiz federal dos Estados Unidos indeferiu nesta sexta-feira o processo criminal contra o migrante salvadorenho Kilmar Ábrego por tráfico de pessoas, ao considerar que a investigação sobre essa acusação estava “viciada” e alegando que a imputação desses fatos constituía uma “retaliação” do governo Trump.
“As provas objetivas do caso demonstram que, se não fosse pela ação que Ábrego venceu contra sua expulsão para El Salvador, o governo (americano) não teria iniciado este processo judicial”, afirmou o juiz distrital do Tennessee, Waverly Crenshaw, em seu parecer.
“Somente depois que Ábrego conseguiu reivindicar seus direitos é que o Poder Executivo reabriu a referida investigação. O que o governo classifica como ‘novas provas’ não era novo do ponto de vista jurídico. A boa-fé subjetiva do promotor não elimina o caráter de retaliação", afirmou o magistrado em seu parecer, que aponta que "se não fosse pela investigação viciada de (o procurador-geral interino, Todd) Blanche, (...) (o promotor adjunto do Distrito do Tennessee, Rob) McGuire não teria solicitado uma acusação contra Ábrego".
Após retornar aos Estados Unidos depois de ter sido deportado para El Salvador devido a um “erro administrativo”, Ábrego foi acusado de tráfico de pessoas perante um tribunal de Nashville, no estado do Tennessee, onde foi preso em 2022 durante uma blitz de trânsito na qual transportava nove pessoas sem documentos.
Segundo os promotores, Ábrego García transportou pessoas sem documentos nos Estados Unidos em mais de 100 viagens entre o Texas, Maryland e outros estados. O salvadorenho foi acusado de ter ligações com o grupo criminoso Mara Salvatrucha, embora tenha se declarado inocente dessas acusações.
O migrante salvadorenho foi inicialmente deportado em meados de março e detido no Centro de Confinamento de Terrorismo (CECOT) de El Salvador — promovido pelo presidente Nayib Bukele —, embora a Justiça tenha ordenado seu retorno aos Estados Unidos ao considerar que se tratava de um erro administrativo.
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