Publicado 04/03/2026 15:07

ACNUR alerta para a deterioração da situação humanitária no Oriente Médio com o aumento da escalada bélica

Archivo - Arquivo - 15 de outubro de 2025, Beirute, Beirute, Líbano: Uma família síria aguarda em um ponto de partida em Beirute para voltar para casa. Pelo menos 400 refugiados partiram para a Síria durante a quinta fase de partida voluntária organizada
Europa Press/Contacto/Marwan Naamani - Arquivo

MADRID 4 mar. (EUROPA PRESS) - O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) alertou nesta quarta-feira para a deterioração da situação humanitária no Oriente Médio e o número cada vez maior de deslocados devido ao aumento da escalada bélica na região, onde muitos dos países afetados já acolhiam milhões de refugiados.

O ACNUR citou o caso do Irã, “um dos principais países de acolhimento do mundo, com 1,65 milhão de refugiados em seu território”, abalado pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel, que já causaram mais de 1.000 mortes.

Em relação ao Líbano, o ACNUR alertou para um “forte aumento” dos deslocamentos, no sul do país e no sul da capital, Beirute, após as ordens de evacuação emitidas pelas autoridades em mais de 53 localidades.

“Cerca de 30.000 pessoas já se encontram refugiadas em centros habilitados pelo governo e cerca de 11.000 pessoas cruzaram para a Síria”, informou a agência das Nações Unidas, que alertou que as capacidades dos países de acolhimento estão no limite após anos de “uma solidariedade extraordinária”.

Além disso, alertou que o retorno em grande escala de cidadãos afegãos do Irã e do Paquistão, que estima em cerca de 5,4 milhões, desde outubro de 2023, não só ameaça ainda mais a precária situação do Afeganistão, mas também a de toda a região, ainda mais após os confrontos entre Cabul e Islamabad.

“A região enfrenta uma escalada que está forçando milhares de pessoas a se deslocarem e ativamos dispositivos em toda a região para estar ao lado daqueles que são forçados a abandonar suas casas”, afirmou o ACNUR. “O IMPACTO É DEVASTADOR”

Por sua vez, a ONG Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC) denunciou que o impacto desta nova guerra na região já está sendo “devastador” e destacou que a assistência humanitária continua sem financiamento adequado. “A população desta região já sofreu bastante”, afirmou. “As operações humanitárias já enfrentavam uma grave escassez de fundos mesmo antes da última escalada, o que obrigava agências de ajuda como o NRC a tomar decisões impossíveis sobre quem recebia assistência e quem não recebia”, afirmou o secretário-geral desta organização, Jan Egeland.

“Estão sendo mobilizados vastos recursos para a ação militar, enquanto a assistência humanitária continua gravemente sem financiamento”, comparou, ao mesmo tempo em que instou as partes a fazerem todo o possível para defender os civis, suas instalações e permitir o acesso à ajuda humanitária.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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