-/Saudi Press Agency/dpa - Arquivo
Ele garante que "não haverá paz ou estabilidade" sem a materialização do Estado da Palestina nas fronteiras de 1967.
MADRID, 12 fev. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, reiterou nesta quarta-feira sua rejeição a qualquer deslocamento forçado da população da Faixa de Gaza após o plano apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ressaltou que "a Palestina não está à venda".
Abbas, que também rejeitou qualquer deslocamento populacional da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental, aplaudiu as críticas da região à proposta de Trump e reiterou que "não haverá paz nem estabilidade" sem a materialização do Estado da Palestina, de acordo com a solução de dois Estados.
Ele enfatizou a necessidade de pôr fim ao conflito o mais rápido possível e de começar a entregar ajuda em larga escala a Gaza, onde "o Estado da Palestina deve assumir sua responsabilidade", conforme relatado pela agência de notícias palestina WAFA.
Ele reiterou a importância de coordenar os esforços regionais para atingir esse objetivo e destacou as iniciativas da Parceria Global para a Implementação da Solução de Dois Estados, co-presidida pela Arábia Saudita e pela França, antes de pedir a "preservação do status legal e histórico dos locais sagrados islâmicos e cristãos em Jerusalém".
Trump pediu que mais de 1,5 milhão de palestinos fossem transferidos à força para o Egito e a Jordânia e chegou a dizer que Washington poderia assumir o controle do enclave, uma medida rejeitada pela Autoridade Palestina, pelo Hamas e pelos países da região, que chegaram a alertar que isso poderia levar a uma limpeza étnica e pediram que a solução de dois Estados se concretizasse.
De fato, o presidente dos EUA chegou a enfatizar no domingo que seu governo "está comprometido em comprar e possuir" a Faixa de Gaza quando o conflito entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) terminar, após um ano e meio de bombardeios israelenses constantes que deixaram o território palestino destruído e mais de 48.200 mortos.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático