Publicado 29/08/2025 15:39

Abbas pede aos EUA que reconsiderem sua decisão de impedi-lo de participar da Assembleia Geral da ONU

Archivo - Arquivo - O presidente palestino, Mahmud Abbas
Europa Press/Contacto/Gavriil Grigorov - Arquivo

MADRID 29 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu ao governo de Donald Trump que reconsidere sua decisão de impedi-lo de participar da Assembleia Geral da ONU, que começará em setembro e na qual vários países planejam anunciar seu reconhecimento da Palestina como um Estado.

"A presidência (palestina) pediu ao governo dos EUA que reconsidere e reverta sua decisão de negar vistos de entrada em Nova York à delegação palestina que planeja participar das reuniões da Assembleia Geral da ONU", diz um comunicado do gabinete de Abbas, que expressou seu "profundo pesar e consternação" com o anúncio de Washington.

Ele disse que "essa decisão contraria" tanto a lei internacional quanto o acordo entre a organização internacional e os Estados Unidos (assinado em 1947), que obriga o último a emitir vistos para representantes e funcionários de estados membros e aqueles associados às atividades da ONU. "Especialmente porque o Estado palestino é um membro observador", acrescentou.

Por fim, ele reafirmou seu compromisso com o direito internacional, com as resoluções de legitimidade internacional e com todas as suas obrigações de paz, como Abbas transmitiu "a todos os líderes mundiais, incluindo o presidente dos EUA, Donald Trump".

Por sua vez, as Nações Unidas, que confirmaram que pretendem abordar essa situação com o Departamento de Estado dos EUA, expressaram sua esperança de que "isso será resolvido" e disseram que "gostariam que todos os diplomatas e delegados com direito" a ir à sede "pudessem viajar livremente", de acordo com o porta-voz da Secretaria Geral, Stéphane Dujarric, em uma coletiva de imprensa.

"É importante que todos os Estados membros, observadores permanentes, possam ser representados, especialmente, acho que neste caso, como sabemos, com a próxima reunião sobre a solução de dois Estados que a França e a Arábia Saudita organizarão no início da Assembleia Geral", explicou ele durante seu discurso.

Horas antes, o chefe da diplomacia dos EUA, Marco Rubio, havia anunciado que revogaria os vistos de entrada dos chefes da Autoridade Palestina, liderada por Abbas, e da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), esclarecendo que declararia uma isenção para os membros da missão palestina permanente na ONU.

A revogação, segundo ele, deve-se ao "não cumprimento de seus compromissos" e por "minar as perspectivas de paz" no conflito em curso na Faixa de Gaza entre Israel e as milícias palestinas. Para esse fim, ele insiste que eles devem "repudiar sistematicamente o terrorismo".

A França, o Reino Unido, o Canadá e a Austrália, entre outros, haviam planejado anunciar seu reconhecimento do Estado palestino nesse fórum, uma decisão criticada pelos Estados Unidos e por Israel como contraproducente para a paz e uma declaração de "capitulação" ao Hamas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado