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O presidente palestino se reúne com o primeiro-ministro norueguês durante uma visita a Oslo MADRID 11 fev. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, pediu nesta quarta-feira aos Estados Unidos e à comunidade internacional que adotem "ações decisivas" diante dos planos de anexação de Israel sobre a Cisjordânia, uma questão que "prejudica" o plano de paz do presidente norte-americano, Donald Trump, para o enclave palestino.
Assim se pronunciou durante uma coletiva de imprensa dada ao lado do primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, com quem se reuniu em Oslo, capital da Noruega. Lá, ele denunciou que isso representa uma “violação do Direito Internacional, da solução de dois Estados e das instituições do Estado palestino”, segundo um comunicado.
Abbas, que agradeceu às autoridades norueguesas por seus “princípios e coragem”, além do reconhecimento do Estado da Palestina, criticou duramente a aprovação pelo gabinete de segurança israelense de uma reforma da administração da Cisjordânia.
“Isso visa aprofundar a anexação de terras palestinas, expandir os assentamentos e prejudicar a cidade de Hebron”, afirmou, ao mesmo tempo em que denunciou o “terrorismo dos colonos” e o “bloqueio de fundos palestinos”, que ultrapassam US$ 4 bilhões (3,3 bilhões de euros).
Nos termos dos Acordos de Oslo de 1993, Israel cobra os impostos e direitos aduaneiros que incidem sobre as mercadorias importadas para os Territórios Palestinos Ocupados antes de os transferir para a Autoridade Palestina, embora sejam frequentemente retidos pelas autoridades israelenses.
“Estas graves violações exigem medidas decisivas por parte da Administração americana e de toda a comunidade internacional”, afirmou Abbas, que também exortou os países europeus a “pôr fim a esta anexação” para “preservar a credibilidade de um sistema internacional baseado no respeito pelo Direito Internacional e pela Carta da ONU”.
O presidente palestino também defendeu a “unidade do território palestino” e rejeitou qualquer plano para “separar a Faixa de Gaza da Cisjordânia”. Nesse sentido, ele ressaltou a necessidade de “uma retirada israelense completa da Faixa para que o governo palestino possa exercer suas responsabilidades em todo o território palestino”.
“Também pedimos à Noruega, à União Europeia, aos Estados Unidos e a todos os seus parceiros internacionais que exerçam maior pressão sobre Israel para que ponha fim à sua guerra financeira e pare de reter ilegalmente os fundos obtidos das receitas fiscais palestinas, que limitam a capacidade do governo de cumprir suas obrigações para com o povo palestino”, afirmou.
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