Publicado 02/08/2026 09:06

Abascal pede a “militarização permanente da fronteira” de Ceuta diante da “invasão” pela qual culpa Marrocos e Sánchez

O presidente do VOX, Santiago Abascal, concede entrevista coletiva à imprensa na Praça da África, em 2 de agosto de 2026, em Ceuta (Espanha). O presidente do VOX está em Ceuta para abordar as consequências da crise migratória.
Marcos Moreno - Europa Press

MADRID 2 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Vox, Santiago Abascal, pediu neste domingo a “militarização permanente da fronteira” de Ceuta “até que seja necessário”. O líder do partido verde culpou o Marrocos por promover uma “invasão” e um “ato de guerra tolerado e permitido por Pedro Sánchez”.

“Por que Marrocos se atreveu a fazer isso? Porque sabia que não haveria nenhuma resposta, nenhum tipo de represália. E por que não há nenhum tipo de represália? Porque Sánchez está submetido a Marrocos”, afirmou neste domingo durante uma coletiva de imprensa realizada na Praça da África, em Ceuta, ao lado do Palácio Autonômico.

Abascal insinuou que o país vizinho “possui informações e provas” de “corrupção e máfias” arquitetadas, segundo ele, pelo presidente do Governo espanhol. Ele pediu ao chefe do Executivo nacional que “preste contas” sobre “a verdade” do que ocorreu na cidade, para onde entraram, segundo seus cálculos, “65 mil pessoas”.

O representante do Vox referiu-se à declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a crise migratória é consequência de “leis fracas e má gestão”. Abascal afirmou que, em sua opinião, “Trump fica aquém”. “O que existe são leis criminosas que promovem a invasão, e não há má gestão”, afirmou.

Além disso, para Abascal, “a Espanha precisa enviar uma mensagem ao mundo, e especialmente ao Marrocos, de que vai defender sua fronteira”.

O presidente do Vox também esboçou uma série de propostas para controlar a situação que persiste em Ceuta, com milhares de migrantes ainda vagando pelos bairros, e para evitar que isso volte a acontecer.

Em primeiro lugar, ele pediu que a fronteira seja militarizada e que as Forças e Órgãos de Segurança e o Exército sejam dotados “dos meios jurídicos, materiais e das mudanças legislativas necessárias para que possam defender a fronteira com a firmeza necessária”.

Como segunda medida, solicitou “o fechamento permanente do posto de fronteira até que o Marrocos nos dê garantias de que isso não vai acontecer novamente”.

O líder do Vox pediu “a ajuda da União Europeia”. Ele se mostrou satisfeito com o fato de que “22 países exigiram uma nova política migratória e se opuseram a Sánchez neste momento”.

Abascal quer que as instituições de Bruxelas suspendam “o acordo preferencial da União Europeia com o Marrocos até que o Marrocos se comprometa a respeitar nossas fronteiras”.

Ele também se posicionou a favor da decisão tomada pela primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, de suspender o Acordo de Schengen com a Espanha. “Eu entendo que a Itália e outros países digam que querem fechar as fronteiras”, afirmou.

Em resposta às perguntas dos jornalistas, ele expressou que não vê a decisão da italiana “como um ataque”, mas “como uma proteção da Itália”. “Vejo isso como uma defesa dos interesses da Itália. E eu gostaria que na Espanha houvesse um governo — e é por isso que nos candidatamos às eleições — que defendesse os interesses da Espanha”, declarou.

Nesse sentido, culpou Pedro Sánchez por “provocar o fechamento da fronteira de Schengen”, por ser “um dos principais promotores da imigração ilegal, com a concessão gratuita da nacionalidade espanhola e a promoção da invasão”. “Sánchez está à frente da destruição da Europa”, afirmou.

O presidente do Vox defendeu que os territórios espanhóis no norte da África, além das Ilhas Canárias, sejam integrados ao âmbito de proteção da OTAN.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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