Publicado 22/04/2026 08:33

Abascal afirma que os espanhóis são “discriminados” no acesso a moradias ou auxílios sociais: “Isso é que é ilegal”

O presidente do Vox, Santiago Abascal, concede entrevista à imprensa em Andújar (Jaén) para abordar questões da atualidade política regional e nacional, tendo em vista as próximas eleições na Andaluzia, marcadas para 17 de março de 2026. Em 16 de março de
Joaquín Corchero - Europa Press

MADRID 22 abr. (EUROPA PRESS) -

O líder do Vox, Santiago Abascal, defendeu nesta quarta-feira o conceito de “prioridade nacional” incluído no acordo assinado com o PP na Extremadura, alegando que os espanhóis sofrem “discriminação” em relação aos imigrantes no acesso a moradias populares ou auxílios sociais. “Isso é que é ilegal”, respondeu ele diante das críticas recebidas pelo pacto.

Em entrevista concedida ao programa “Espejo Público” da “Antena 3 TV”, divulgada pela Europa Press, Abascal denunciou repetidamente a “discriminação” dos espanhóis, por isso insistiu que aplicar a “prioridade nacional” para a atribuição de moradias ou auxílios é uma questão de “bom senso”.

“O que diz a Constituição é que os espanhóis são iguais perante a lei, mas já não é assim; eles são discriminados pelos políticos e é isso que tentamos corrigir”, indicou o líder do Vox.

Assim, ele rejeitou as críticas que classificam o pacto de “ilegal” e “inconstitucional”, algumas das quais vêm das próprias fileiras do Partido Popular, com Juanma Moreno Bonilla e Isabel Díaz Ayuso como principais vozes contra o acordo. “Não há nenhuma ilegalidade; o que é ilegal é que os espanhóis estejam sendo discriminados atualmente”, acrescentou.

HAVERÁ OBSTÁCULOS, MAS O ACORDO SERÁ CUMPRIDO

No entanto, ele reconheceu que a aplicação do acordo encontrará “muitos obstáculos legislativos”, em alusão às vozes que apontam que alguns pontos excedem a competência autônoma, mas destacou a prioridade nacional dessa questão e garantiu que o Vox trabalhará para que ele seja cumprido “à risca”, apesar das tentativas para que “fracasse”. “Em outras medidas, nesta (a prioridade nacional) estamos fazendo o que é certo, porque são os espanhóis que estão sendo discriminados”, insistiu.

Por fim, o líder do Vox reconheceu o trabalho da líder do Partido Popular da Extremadura, María Guardiola, para fechar o acordo, apesar das tensões iniciais, e atacou o “Génova”, a quem acusou de “sabotar” as negociações. “Guardiola compreendeu e aceitou o resultado eleitoral e acredito que o acordo seja muito razoável”, concluiu.

Por outro lado, o líder do Vox criticou duramente a regularização de migrantes iniciada pelo governo, ao qual chamou de “máfia corrupta” cujo objetivo é “avançar a todo custo para que Pedro Sánchez possa vencer as eleições”. Assim, ele afirmou que a regularização visa alterar o cadastro eleitoral e alertou que o chefe do Executivo pode voltar a vencer as eleições, diante do imobilismo e da conivência com o PSOE que o Vox atribui ao PP.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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