Publicado 13/05/2026 08:29

Abascal afirma que Marlaska “está condenando à morte” os policiais: “Os políticos devem pensar nos que são bons”

O presidente do Vox, Santiago Abascal, em uma coletiva de imprensa em Mijas, Málaga
EUROPA PRESS

MIJAS (MÁLAGA), 13 (EUROPA PRESS)

O presidente do Vox, Santiago Abascal, criticou nesta quarta-feira a gestão da luta contra o narcotráfico do ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, a quem classificou como “um ministro trapaceiro, irresponsável e sem escrúpulos” na sequência da morte de dois agentes da Guarda Civil na última sexta-feira na costa de Huelva.

“Ele está condenando à morte os servidores públicos, privou-os dos meios materiais e jurídicos para responder aos traficantes de drogas. Já é hora de os políticos deixarem de pensar nos maus e pensarem nos bons”, afirmou em uma coletiva de imprensa em Mijas (Málaga) após ser questionado sobre as palavras de Marlaska, nas quais ele demonstrava sua “dor e raiva” pelo ocorrido.

Da mesma forma, o líder nacional do Vox garantiu que as forças de segurança “têm medo” na hora de agir contra o narcotráfico “porque não sabem se serão apoiadas pelas instituições”. “Enquanto os guardas e os policiais têm medo, os narcotraficantes não têm medo algum”, sublinhou.

Por outro lado, Abascal reagiu às declarações do líder nacional do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, que pediu “dotar as forças de segurança do Estado de mais recursos, mas sem que sejam letais”.

“Se são letais ou não para os bandidos é irrelevante; o que queremos é que sejam meios vitais para que os guardas civis possam continuar vivendo”, afirmou Abascal. E acrescentou que “se houver um traficante que acabar afundado no fundo do mar, bem, ele é que se meteu nessa”.

“Preocupa-me que o senhor Feijóo, que, se os espanhóis quiserem, terá uma responsabilidade importante no futuro da Espanha, não seja capaz de sair do discurso da correção política, não seja capaz de se colocar ao lado da sociedade”, assinalou.

Paralelamente, o presidente do Vox afirmou estar “convencido” de que os sindicatos dos guardas civis “não vão ficar calados”, já que “sabem que exercem uma profissão de risco”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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