Marcos Moreno - Europa Press
MADRID 16 ago. (EUROPA PRESS) -
O líder do Vox, Santiago Abascal, acusou neste domingo o presidente do Governo, Pedro Sánchez, de “abandonar” Ceuta para “desmoralizar” seus habitantes e fazê-los “desistir”, deixar a cidade e que ela seja “entregue” ao Marrocos.
“O abandono de Ceuta por parte do governo é deliberado e tem um objetivo: desmoralizar os ceutianos para que acabem desistindo e facilitar a entrega da cidade ao Marrocos”, afirmou o presidente do Vox em uma mensagem na rede social ‘X’, divulgada pela Europa Press.
Dito isso, Abascal, que voltou a chamar o chefe do Executivo de “traidor”, reiterou ainda que Sánchez “tem que acabar na prisão por muitas coisas, mas sobretudo” pela crise migratória em Ceuta.
Nesse contexto, Abascal afirmou na sexta-feira que, após o “abandono” do governo aos habitantes da cidade autônoma, era “a hora”, em referência velada ao PP, de se aplicar ao PSOE um “cordão de isolamento”.
“É o momento de todos os partidos decentes abandonarem o governo e utilizarmos todas as ferramentas ao nosso alcance. Em primeiro lugar, impondo um cordão de isolamento ao partido da máfia em Ceuta e em Bruxelas. E levando ao parlamento o pedido de julgamento por traição”, defendeu no ‘X’.
QUEREM GOVERNAR EM CEUTA COM O PP
Da mesma forma, o líder do Vox em Ceuta, Juan Sergio Redondo, exigiu neste sábado que o PP permitisse que seu partido entrasse em um governo de coalizão com os “populares” na cidade autônoma, repetindo o modelo seguido em outras comunidades, e apontou Juan Jesús Vivas como responsável também pela crise migratória por ter “apoiado” as políticas do governo de Pedro Sánchez.
Em uma coletiva de imprensa no Palácio da Assembleia, acompanhado pelo deputado federal Alberto Rodríguez Almeida, Redondo lembrou que existe uma “maioria absoluta alternativa” em Ceuta para formar uma coalizão de governo que some os nove deputados do PP aos quatro do Vox, por isso exigiu que o presidente Vivas “rompa imediatamente” seus “acordos” com o PSOE e o “partido islamista” Movimento pela Dignidade e pela Cidadania (MDyC), de Fátima Hamed.
Redondo indicou que, do lado do Vox, querem trabalhar em “todas as áreas essenciais”, como as secretarias de Saúde, Presidência e Governo, para pôr fim ao “caos absoluto” que Ceuta vive após a entrada maciça de migrantes e que “o governo de Vivas está se mostrando incapaz de resolver”.
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