Carlos Luján - Europa Press - Arquivo
MADRID, 10 nov. (EUROPA PRESS) -
O ex-ministro socialista e deputado do Grupo Misto José Luis Ábalos pediu para aparecer como promotor particular no caso contra o ex-membro do PSOE Leire Díez e para ser investigado se ele manobrou para modificar a linha de defesa do também ex-secretário de Organização do PSOE com o objetivo de não prejudicar o partido de Pedro Sánchez.
No documento enviado ao tribunal número 9 da Plaza de Castilla, em Madri, por seu advogado, é explicado que Ábalos quer comparecer ao caso depois de ter conhecimento, por meio da imprensa, das supostas reuniões em que Leire Díez teria dito que mantinha um "relacionamento próximo" com líderes políticos e que tinha "sob seu controle e conselho" a defesa de várias pessoas sob investigação, incluindo o próprio ex-ministro, "com o objetivo de governar sua defesa legal em benefício" do PSOE.
"Durante essas conversas, a Sra. Leire Díez supostamente declarou que chefiaria uma operação paralela de inteligência, cujo um dos principais elementos seria modificar a linha de defesa do meu cliente, submetendo-a inteiramente às suas diretrizes, a fim de chegar a um pacto de não agressão com o referido partido", acrescenta.
INFLUÊNCIA NOS PROCEDIMENTOS POLICIAIS
Em sua declaração por escrito, coletada pela Europa Press, o representante legal de Ábalos acrescenta que Díez alega ter acesso a "informações reservadas" da Guardia Civil e do Ministério Público, e também "a capacidade de influenciar o desenvolvimento de procedimentos policiais, incluindo escutas telefônicas e investigações, em relação tanto ao 'caso Koldo' quanto às investigações relacionadas ao setor de hidrocarbonetos, que ele apresentou como conectadas entre si".
"Nesse contexto, ele expressou sua intenção de 'redirecionar a situação' do meu cliente e 'evitar danos' ao governo", destaca o documento.
INTERFERÊNCIA E VAZAMENTOS
Para Ábalos, a "gravidade dessas declarações vai além da mídia", pois revelam "a possível existência de uma rede de interferência e vazamentos com o objetivo de condicionar as ações judiciais e policiais". Isso, segundo ele, afeta diretamente o direito de defesa e a efetiva proteção judicial do ex-ministro e gera "uma situação de possível indefensabilidade e possível prejuízo processual".
Por todas essas razões, Ábalos solicita que possa comparecer como procurador particular, que sejam tomadas as medidas investigativas necessárias para esclarecer a possível interferência descrita e que as informações jornalísticas a que se refere em seu resumo sejam incluídas no caso.
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