VICEPRESIDENCIA DE ECUADOR - Arquivo
MADRID 22 mar. (EUROPA PRESS) -
A vice-presidente do Equador, Verónica Abad, denunciou nesta sexta-feira perante a Procuradoria Geral da República (FGE) o juiz Guillermo Ortega Caicedo, do Tribunal de Controvérsias Eleitorais (TCE), pelo suposto crime de prevaricação, alegando que ele excedeu as funções que lhe foram outorgadas pela Constituição.
A queixa foi apresentada contra Ortega, como ela compartilhou em sua conta na rede social X, que ela acusa de emitir uma sentença com a sanção de suspensão dos direitos políticos de Abad, o que, segundo ela, excede o que a Constituição permite a um juiz do TCE.
"Diante da afronta à democracia e à ordem constitucional, levei ao conhecimento da Procuradoria Geral da República do Equador a notícia do suposto crime de prevaricação por suspender os direitos políticos do vice-presidente da República, sem que esse poder seja permitido pela Constituição", disse Abad.
A reclamação foi feita minutos depois que a audiência do EDT sobre o recurso de Abad contra a sentença de Ortega não foi realizada.
Em 8 de março, o ECA ratificou a suspensão de dois anos dos direitos políticos da vice-presidente depois que ela foi acusada de suposta violência política de gênero contra a ministra das Relações Exteriores, Gabriela Sommerfeld.
A decisão foi tomada depois que o sistema de justiça eleitoral do país admitiu, em 27 de fevereiro, uma denúncia apresentada por Sommerfeld, que acusou a vice-presidente de violência política de gênero, alegando que, "com base em estereótipos de gênero e relações de dominação, ela prejudicou sua imagem pública por meio de declarações insultantes e discriminatórias, com a intenção de limitar seus direitos inerentes à função pública que desempenha, impedindo-a de exercer seu cargo em condições de igualdade".
Essa reclamação também segue a revogação pelo presidente do país, Daniel Noboa, do decreto que nomeou Cynthia Gellibert como vice-presidente, depois que Abad assumiu suas funções na embaixada na Turquia, recuperando assim o cargo e encerrando, por enquanto, uma das disputas políticas mais amargas do país.
Pouco depois de assumir o cargo de presidente do Equador, Noboa enviou seu "número dois" a Israel em uma missão especial de paz em meio ao conflito no Oriente Médio. A piora da situação na região o obrigou a transferir Abad, que se queixou de ser vítima de "assédio político", para a Turquia.
Em novembro de 2024, ele retornou ao Equador com a intenção de assumir a presidência em caráter temporário, enquanto o presidente equatoriano prepara sua campanha para as próximas eleições. No entanto, Noboa retirou seu cargo até assumir suas novas funções na capital turca.
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