MADRID 31 jul. (EUROPA PRESS) -
O avião A400 que o governo preparou com 12 mil quilos de alimentos para ajudar a aliviar a fome em Gaza parte nesta sexta-feira da Jordânia para sobrevoar a Faixa de Gaza, onde lançará 5.500 rações de alimentos com a ajuda de 34 paraquedas, que servirão para alimentar 11 mil palestinos.
Em um comunicado, o ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, explicou que o avião carregado com 12 toneladas de alimentos da Agência Espanhola de Cooperação para o Desenvolvimento (AECID) decolará nesta sexta-feira, 1º de agosto, da Jordânia em direção a Gaza, depois de deixar a Base Aérea de Zaragoza na quinta-feira.
Cerca de 5.500 rações de alimentos serão lançadas em Gaza, o que poderia alimentar cerca de 11.000 pessoas, de acordo com estimativas do Ministério das Relações Exteriores, além dos caminhões com ajuda humanitária espanhola que aguardam na fronteira. Para contornar o bloqueio terrestre, a Força Aérea lançará os alimentos para a população de Gaza usando 24 paraquedas.
Essa remessa urgente de ajuda, coordenada entre o Ministério das Relações Exteriores, por meio da AECID, e o Ministério da Defesa, faz parte dos esforços da Espanha para responder "com urgência e eficácia à catástrofe humanitária" na Faixa de Gaza. Como o próprio Albares observou, é "uma gota no oceano" que ele espera que sirva "para aliviar a fome induzida por Israel em Gaza".
"O que está acontecendo em Gaza deve acabar agora e não pode se repetir", reiterou Albares, que insiste que a ajuda humanitária deve entrar regularmente, de forma suficiente e segura, de acordo com os padrões internacionais, e que a única maneira de evitar o colapso humanitário é pôr fim à guerra e implementar uma solução política duradoura baseada na existência de dois Estados.
A "FOME INDUZIDA" ISRAELENSE.
Para o Ministro Albares, "a fome induzida que os habitantes de Gaza estão sofrendo é uma vergonha para a humanidade". "Estamos falando de mortes diárias por fome, 100.000 crianças e 40.000 bebês em risco de morte. Israel deve agora permitir a passagem permanente, ininterrupta e livre de toda a ajuda humanitária possível", acrescentou.
Nesse sentido, o chefe da diplomacia espanhola acrescentou que nesse "momento tão difícil, temos que nos mobilizar, não amanhã ou na próxima semana, mas agora", assegurando que "a Espanha é o país da comunidade internacional que mais fez pela Palestina. Estamos fazendo isso por justiça e humanidade".
Além disso, o ministro exigiu um cessar-fogo que permitisse a distribuição de ajuda em Gaza de acordo com os princípios humanitários e a neutralidade.
"Isso é o que reiterei esta semana na Conferência para a solução de dois Estados, em Nova York, na ONU, onde também incentivei os países que ainda não reconheceram a Palestina a seguir os passos da Espanha, como fizemos em maio de 2024, para proteger a solução de dois Estados", insistiu o ministro, que acredita que "não se trata de lados, trata-se de vidas" e que "é hora de passar das palavras à ação".
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