Publicado 29/03/2026 17:24

91 anarquistas foram detidos para impedir sua participação em uma manifestação declarada ilegal em Roma

A comemoração dos anarquistas no Parque dos Aquedutos, no local da explosão que causou a morte de Sara Ardizzone e Alessandro Mercogliano, foi impedida por uma mobilização das forças de segurança — Roma — Itália — Domingo, 29 de março de 2026
Europa Press/Contacto/Cecilia Fabiano

MADRID 29 mar. (EUROPA PRESS) -

Um total de 91 simpatizantes anarquistas foram detidos neste domingo em Roma para impedir sua participação em uma manifestação declarada ilegal em memória dos anarquistas Alessandro Mercogliano e Sara Ardizzone, falecidos na sexta-feira, 20 de março, enquanto manipulavam um explosivo nos arredores da capital italiana.

A primeira-ministra italiana, Georgia Meloni, informou sobre as 91 prisões e argumentou, com base nesses fatos, a necessidade do Decreto de Segurança promovido por seu governo.

“A prisão preventiva de 91 indivíduos do movimento anarquista, considerados perigosos e que chegaram a Roma para uma manifestação não autorizada em memória dos dois anarquistas mortos em 19 de março na explosão de uma bomba que estavam preparando, confirma a necessidade dessa medida”, afirmou Meloni em uma mensagem publicada nas redes sociais.

A norma tem sido criticada por considerar que criminaliza o protesto social, limita o direito de manifestação e concede competências excessivas à polícia.

“Não serve para limitar a liberdade de manifestação, como afirmavam certos grupos de esquerda. Pelo contrário, serve para garantir que as manifestações ocorram de forma pacífica e não violenta, conforme exige a Constituição, e para proteger aqueles que desejam exercer esse direito de maneira civilizada, sem violência e sem destruição", argumentou Meloni.

A manifestação ocorreu apesar da proibição e cerca de 60 pessoas participaram de um ato no parque Modesto di Veglia, onde depositaram um buquê de flores em memória dos dois falecidos, diante de um grande contingente policial e de agentes das forças especiais. Todos os participantes foram identificados.

Vários grupos de simpatizantes foram interceptados nas entradas do parque e 91 pessoas foram detidas com autorização do Ministério Público para serem identificadas na delegacia e para a emissão de possíveis ordens de expulsão do país.

A polícia justificou a ilegalização do protesto por “ser contrário aos valores da coexistência civil e democrática e dada a inclinação ideológica do anarquismo contra a ordem estabelecida” e por “exaltar uma conduta como a montagem de uma bomba com o objetivo de perpetrar graves atos criminosos”.

O incidente ocorreu em 19 de março em um prédio abandonado localizado em uma fazenda nos arredores de Roma, mais precisamente a sudeste da cidade, perto do Parque dos Aquedutos, conforme informou o Ministério Público.

Os mortos seriam membros do grupo Federação Anarquista Informal-Frente Revolucionária Internacional (FAI-FRI), ao qual pertence o anarquista preso Alfredo Cospito, condenado a 23 anos de prisão por um atentado sem vítimas. A identificação foi difícil devido aos danos sofridos por ambos os corpos, especialmente o do homem, que teria perdido uma mão. As tatuagens teriam dado a pista para sua identificação.

Mercogliano, de 53 anos, natural de Nola, na província de Nápoles, já havia sido condenado no megajulgamento antiterrorista contra anarquistas de 2019. Ardizzone, de 36 anos e natural de Roma, também foi investigada, mas acabou sendo absolvida durante um julgamento em Perugia no ano passado.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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