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MADRID 29 ago. (EUROPA PRESS) -
O ministro colombiano da Defesa, Pedro Sánchez, anunciou nesta quinta-feira a libertação dos 34 soldados que foram sequestrados durante a operação no município de El Retorno, no departamento de Guaviare, que na semana passada levou ao assassinato de um líder do Estado-Maior Central (EMC), o principal dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
"Neste momento, nossos soldados sequestrados no vilarejo de Nueva York, El Retorno, estão recuperando a liberdade após três dias de sequestro por pessoas em trajes civis que perpetraram esse grave crime, além de agressão e obstrução do serviço público", disse ele em sua conta na rede social X, antes de agradecer às autoridades locais, à missão das Nações Unidas no país e à Organização dos Estados Americanos (OEA) "e a todos aqueles que, com empenho e coragem, colaboraram nesse esforço humanitário".
O chefe da pasta ministerial garantiu que "nunca toleraremos o crime", lembrando que "a denúncia criminal está nas mãos da justiça" e a recompensa de até 20 milhões de pesos (cerca de 4.700 euros) em troca de informações que facilitem a prisão dos responsáveis.
Da mesma forma, ele confirmou a tese apresentada dias atrás pela polícia colombiana, apontando Jhon Wilmer Ulcue Trochez, conhecido como 'Jimmy Parra' ou 'Jimmy Martínez, membro da "subestrutura 44 'Antonio Ricaurte'", que tem dois mandados de prisão por coação armada, como um dos supostos sequestradores.
Os soldados detidos participaram de uma operação que matou Willinton Vanegas Leyva, vulgo 'Dumar', uma figura-chave do EMC, que "tinha uma ordem direta" do líder dessa dissidência, vulgo 'Iván Mordisco', para consolidar os corredores estratégicos de Meta e Guaviare, com membros de Cauca e Nariño, para enfrentar os dissidentes de vulgo 'Calarca', em referência ao Estado Mayor de Bloques y Frente (EMBF).
Nesse sentido, Sánchez anunciou que "aumentaremos as operações contra os cartéis" desses grupos armados, "para que eles não continuem traficando drogas, assassinando, recrutando, extorquindo e sequestrando colombianos".
"Do Ministério da Defesa reiteramos: a missão da Força Pública é proteger a Nação com força, mas sempre dentro da estrutura da Constituição e do respeito aos direitos humanos", concluiu.
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