Publicado 17/07/2025 02:13

30 países concordam em interromper o fornecimento de armas a Israel até 20 de setembro

Reunião dos representantes na conferência do Grupo de Haia
GRUPO LA HAYA

MADRID 17 jul. (EUROPA PRESS) -

Os governos de 30 países reunidos nesta quarta-feira em Bogotá na Conferência de Emergência do Grupo de Haia chegaram a um acordo sobre um pacote de medidas "para deter o ataque de Israel aos territórios palestinos ocupados e defender o direito internacional", comprometendo-se a adotar decisões antes de 20 de setembro, como impedir o fornecimento de material militar a Israel ou revisar todos os contratos públicos que "apoiem a ocupação ilegal do território palestino por Israel".

Os representantes da Bolívia, Cuba, Colômbia, Indonésia, Iraque, Líbia, Espanha, entre outros, com base na Carta da ONU e no direito internacional, concordaram em adotar seis medidas, que incluem impedir o fornecimento, a transferência e o transporte de armas e equipamentos militares, bem como "cumprir nossas obrigações para garantir a responsabilização pelos crimes mais graves" e "apoiar mandatos de jurisdição universal", de acordo com a declaração conjunta publicada no site do grupo.

O documento estabelece o dia 20 de setembro, data da 80ª Assembleia Geral da ONU, como prazo para que os 30 países participantes adotem os compromissos acordados. Entretanto, doze desses países - Bolívia, Colômbia, Cuba, Indonésia, Iraque, Líbia, Malásia, Namíbia, Nicarágua, Omã, São Vicente e Granadinas, África do Sul e São Vicente e Granadinas - declararam que os implementarão imediatamente.

A Relatora Especial da ONU sobre Direitos Humanos nos Territórios Palestinos Ocupados, Francesca Albanese, saudou o "importante passo à frente" dado por esses países, pedindo que "outros estados, da Europa ao mundo árabe e além, se juntem a eles", conforme relatado pelo próprio Grupo de Haia, que também apontou para consultas com capitais de todo o mundo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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