Jose A. Iglesias / Zuma Press / Europa Press
MADRID 20 set. (EUROPA PRESS) -
Neste domingo, 18 pessoas acusadas de participar do assassinato do presidente haitiano Jovenel Moïse, ocorrido em 7 de julho de 2021, foram transferidas do Haiti para os Estados Unidos, entre elas vários ex-militares colombianos que estavam detidos naquele país.
O promotor federal do Distrito Sul da Flórida, Jason Reding Quiñones, informou que os suspeitos foram transportados em um avião militar norte-americano.
“Hoje começa a próxima grande fase em nossa busca por responsabilizações pelo assassinato do presidente Jovenel Moïse”, destacou Reding em uma publicação divulgada nas redes sociais.
Reding explicou que há 30 pessoas formalmente acusadas nos Estados Unidos por sua suposta participação no assassinato, em um processo que continua em andamento para localizar tanto os executores quanto aqueles que financiaram, facilitaram ou apoiaram o plano. “Cinco anos depois, continuamos levando acusados aos tribunais dos Estados Unidos e ainda não terminamos”, advertiu.
As autoridades americanas não revelaram os nomes das 18 pessoas transferidas. No entanto, entre os suspeitos que permaneciam detidos no Haiti, encontravam-se mais de uma dezena de ex-militares colombianos e um ex-funcionário haitiano.
A investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos constatou que a conspiração envolveu pessoas no Haiti, na Colômbia e em território norte-americano. Assim, foram recrutados 22 ex-membros do Exército colombiano, além de outros participantes haitianos e americanos.
Moïse morreu após ser baleado dentro de sua residência em Porto Príncipe, enquanto sua esposa, Martine Moïse, ficou gravemente ferida. Em maio de 2026, um júri federal em Miami já havia declarado culpados quatro réus por crimes relacionados à conspiração para assassinar ou sequestrar o presidente haitiano.
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