MALAGA 25 mar. (EUROPA PRESS) -
A Guardia Civil investigou 26 pessoas em Málaga por crimes contra a fauna, posse e tráfico de espécies protegidas. Foram apreendidos 17 exemplares de espécies protegidas, como aves de rapina, tartarugas, um macaco saguim, crocodilos, uma concha, um caracal, um flamingo, um papagaio, servais, carapaças de tartaruga e peles de zebra, entre outros.
Isso foi anunciado pelas forças armadas em uma nota informativa, na qual se detalha que, como resultado da investigação, descobriu-se que alguns dos espécimes naturalizados estavam sendo comercializados ilegalmente pela Internet sem qualquer documentação que comprovasse sua posse legal e origem.
Na operação "Faunus", foram esclarecidos 24 crimes contra a fauna e apreendidas diversas armas de fogo e petrechos de pesca. Também foram apreendidos meios proibidos e não seletivos, como redes, ligas e varas de cola. Esses crimes são principalmente a caça ilegal e o uso de meios proibidos, a caça ilegal durante o período de defeso e fora das cotas. Outros crimes esclarecidos são a pesca de peixes imaturos, a pesca de conchas para pescadores de mar e o tráfico e a posse de espécies protegidas.
Os investigados estavam usando barcos ilegais, sem registro ou documentação e violando as medidas de segurança. Alguns deles já haviam sido presos anteriormente por atos semelhantes, mantendo em vigor medidas judiciais que os proibiam de pescar, razão pela qual também foram autuados pelo descumprimento dessas medidas.
Na operação, foram realizadas 116 inspeções (46 de pesca e 70 de caça) e detectadas 141 infrações administrativas. Essas infrações foram cometidas principalmente por caça e pesca durante o período de defeso, sem a permissão do proprietário do terreno de caça, em áreas proibidas, por descumprimento de medidas de segurança e falta de licenças, etc.
SEPRONA E A PROMOTORIA AMBIENTAL DE MALAGA
As investigações foram realizadas pelo Serviço de Proteção da Natureza (Seprona), sob a direção e coordenação da Promotoria do Meio Ambiente de Málaga.
A autoridade Cites do Ministério de Transição Ecológica e Desafio Demográfico e o centro de resgate de mamíferos exóticos "AAP Primadomus" colaboraram com as investigações, pois possuem as características e os recursos adequados para cuidar de algumas das espécies protegidas.
Todos os procedimentos realizados em relação a essa operação pela Guardia Civil foram enviados à Promotoria Ambiental de Málaga.
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