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MADRID 28 maio (EUROPA PRESS) -
A Procuradoria Geral do Estado de Guanajuato, na região central do México, informou na terça-feira a descoberta de uma fossa séptica com 17 corpos na comunidade Rancho Nuevo del Llanito, em Irapuato, como parte de uma investigação sobre casos de desaparecimento.
De acordo com a própria instituição, a intervenção foi "o resultado de uma linha de trabalho baseada em um trabalho específico e especializado de inteligência e investigação na área". Os corpos correspondem a onze homens, duas mulheres e quatro indivíduos "cujo sexo ainda não foi determinado", diz o comunicado.
O Ministério Público acrescentou que "conseguiu estabelecer a identidade de cinco pessoas: quatro homens e uma mulher, que haviam sido dados como desaparecidos", enquanto o secretário de governo de Guanajuato, Jorge Jiménez Lona, garantiu ao 'Heraldo de León' que "suas famílias já foram informadas".
Com relação aos corpos que ainda não foram identificados, a representante do coletivo 'Hasta encontrarte', Bibiana Mendoza, afirmou em declarações coletadas pela mídia digital mexicana 'Animal Político' que a organização está esperando para saber "se há alguma galeria fotográfica de roupas ou tatuagens para poder ter certeza de que nossos parentes não estão lá, já que no coletivo há pelo menos três casos em que sabemos que pode haver alguns de nossos parentes desaparecidos nesta comunidade".
Durante a inspeção do local, realizada nos dias 23 e 24 de maio, os agentes envolvidos - peritos criminais, arqueólogos e antropólogos forenses, cães policiais e agentes de investigação criminal - encontraram facas, facões, picaretas e pás, bem como "vários itens de vestuário e calçados", de acordo com a nota do Ministério Público.
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