POLICÍA NACIONAL - Arquivo
MURCIA, 21 jul. (EUROPA PRESS) -
Agentes da Polícia Nacional procederam ao desmantelamento de uma rede criminosa e à prisão de 11 pessoas a quem se atribui a suposta prática dos crimes de fraude e roubo de identidade, por estarem envolvidas e lucrarem com a aquisição ilegal de terminais telefônicos de alto padrão usando dados falsos de outras pessoas.
A denúncia apresentada no final do ano passado pelo chefe de uma distribuidora de terminais telefônicos na cidade de Múrcia informou aos agentes sobre a aquisição, pelos envolvidos, de vários telefones celulares de alto padrão e a contratação de linhas telefônicas, sem que fossem finalmente pagas, causando-lhes grandes prejuízos econômicos.
A investigação realizada pelos agentes da Polícia Nacional levou à identificação e prisão de 11 pessoas que supostamente agiam de forma coordenada para adquirir telefones de alto padrão, ilegalmente, usando os dados de terceiros, de acordo com fontes do referido órgão em um comunicado.
FUNÇÕES DEFINIDAS DENTRO DA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA
Três dos presos eram representantes de vendas da própria distribuidora, que, por meio de práticas supostamente irregulares não permitidas pela empresa e do uso de dados falsos, facilitavam a aquisição de terminais telefônicos de alto padrão por terceiros sem qualquer pagamento.
Sete dos presos fingiram ser clientes que obtiveram fraudulentamente vários aparelhos telefônicos fornecendo dados falsos de outros envolvidos.
O último detido, localizado em Alhama de Murcia, é considerado o cérebro da organização, pois coordenou todos os anteriores.
Os agentes determinaram a aquisição, sob esse sistema ilícito, de 56 telefones de alta qualidade e o estabelecimento de 60 linhas telefônicas que causaram danos econômicos ao distribuidor de cerca de 65.000 euros.
Após sua prisão, a pessoa considerada o chefe da rede criminosa foi entregue às autoridades judiciais.
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