MADRID 24 jun. (EUROPA PRESS) -
O lateral brasileiro Vinícius Júnior não está em seu melhor momento no Real Madrid, sem o frescor e o instinto goleador que trazia em sua melhor forma, imerso em uma série de oito jogos sem marcar desde meados de abril, lembrando a falta de instinto goleador do "Vini", que começava a se firmar como titular da equipe.
Nem o fim das competições nacionais em maio, nem o início da nova competição de Xabi Alonso mostraram o melhor Vinícius Júnior até agora. Essa temporada também não foi a melhor para o "craque" brasileiro, incapaz de encontrar seu lugar nessa temporada como aliado de Kylian Mbappé e sem a força para destruir as defesas adversárias que pôde ser vista na temporada 2021-2022, quando se firmou na elite, ou na temporada 2023-2024, como o jogador mais decisivo de sua equipe.
O "7" brasileiro já está há oito jogos sem marcar, incluindo cinco no Campeonato Espanhol, a final da Copa do Rei e os dois jogos disputados até agora na Copa do Mundo de Clubes. A última vez que "Vini" comemorou um gol pelo Real Madrid - ele marcou nas eliminatórias sul-americanas contra o Paraguai - foi em 16 de abril, no jogo de volta das quartas de final da Liga dos Campeões contra o Arsenal.
Além disso, aquele gol contra os Gunners no Santiago Bernabéu foi o único que ele marcou nos últimos 11 jogos pelo Real Madrid. E o fato é que seu ano de 2025 está longe de ser o mais prolífico em termos de gols nesses primeiros seis meses, com apenas sete gols em 33 jogos em que participou, 27 como titular.
Vinícius fez sua estreia no Real Madrid em 29 de setembro de 2018, nos momentos finais de um clássico contra o Atlético de Madrid que terminou sem gols. No entanto, ele teve que trabalhar duro para ganhar um lugar regular no onze inicial, especialmente melhorando sua finalização na frente do gol, onde deu um salto de qualidade nos anos seguintes.
Na temporada 2018-2019, em que jogou tanto pelo time principal quanto pelo Real Madrid Castilla, ele disputou 31 jogos em todas as competições e foi titular em 20 (8 gols). Em 2019-20, já com 19 anos, participou de 38 jogos, sendo que em cerca de metade (17) foi titular. Mas seu salto de qualidade rumo à consolidação começou em 2020-2021, com Zinédine Zidane no banco e quase 3.000 minutos de jogo.
Ele disputou um total de 49 jogos, 31 deles como titular. No entanto, esse papel maior não se traduziu em mais gols. Na verdade, foi nessa primeira temporada, na qual ele começou a ser mais titular, que ele teve sua pior sequência de gols no clube desde que passou a ter um certo status. Em 2020-2021, ele marcou apenas um gol entre o final de outubro e o início de abril, ou seja, um gol em 31 jogos - 16 deles como titular.
Naquela mesma temporada, o final da temporada também foi muito negativo em termos de gols. Vini' vinculou na reta final entre a Liga e a Liga dos Campeões um total de 12 jogos - em 11 que ele começou - de seca de gols. Na verdade, naquela campanha de 2020-2021, ele marcou apenas 6 gols - 3 na Liga e 3 na Liga dos Campeões - em toda a temporada.
Então, na temporada 2021-2022, veio sua explosão e consolidação, quebrando seus próprios recordes. O brasileiro foi titular em 47 dos 52 jogos que o Real Madrid disputou e terminou a temporada com 22 gols e 18 assistências, marcando na final da Liga dos Campeões e se tornando uma das referências do Real Madrid de Carlo Ancelotti.
No entanto, ele também não foi poupado de alguns momentos negativos na frente do gol naquela temporada. Entre meados de janeiro e meados de fevereiro de 2022, ele acumulou seis jogos sem marcar; e entre março e abril do mesmo ano, ele só conseguiu marcar um gol em 11 jogos.
UMA COPA DO MUNDO DE CLUBES MUITO DISCRETA
Agora, essa Copa do Mundo de Clubes, que pretendia ser um bálsamo para o Real Madrid e para "Vinícius" em particular, parece apenas uma continuação do desempenho monótono do atacante brasileiro, ainda mais depois de uma temporada 2023-2024 em que ele marcou seus melhores gols, com 24 gols em 53 jogos.
Nesse novo torneio da FIFA, "Vini" foi titular nas duas primeiras partidas da fase de grupos, contra o Al Hilal e o Pachuca. Em ambos, ele teve uma média de 1,5 chutes, mas nenhum deles foi no alvo, não criando nenhum perigo real para o goleiro, criando apenas duas chances para sua equipe em média em cada partida.
Nessas duas partidas, ele se mostrou um tanto perdido e desvinculado do jogo coletivo, participando, em média, de 52 ações com a bola. De fato, contra o Pachuca e com um homem a menos desde o sétimo minuto, Xabi Alonso insistiu para que ele jogasse como centroavante e saísse do flanco esquerdo, já que o "7", assim que pôde, tentou jogar pelo seu flanco preferido.
Embora nesta Copa do Mundo de Clubes sua verticalidade e profundidade não tenham sido as mesmas. Ele só fez, contra equipes de nível inferior, 2,5 dribles bem-sucedidos por jogo, o que é menos da metade dos que ele tenta, 45%. E isso fez com que ele perdesse 10,5 bolas por jogo.
"Não acho que temos que trazê-lo (Vinícius) de volta, mas queremos fazer força para que ele seja decisivo, o 'Vini' tem essa qualidade, esse futebol diferente, que o torna um jogador tão diferente. Ele vai ser fundamental, na temporada, com certeza", disse Alonso sobre o brasileiro antes do confronto contra os mexicanos.
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