Angel Perez Meca / AFP7 / Europa Press
MADRID, 26 jun. (EUROPA PRESS) -
O goleiro da seleção do Athletic, Unai Simón, classificou Nico Williams e Lamine Yamal como “determinantes”, mas ressaltou que a dependência deles é menor “do que se diz”, antes de enfrentar, nesta sexta-feira (2h de sábado, horário da Península Ibérica), o Uruguai na terceira e última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá.
“Acho que muito menos do que se dá a entender de fora ou do que vocês retratam na imprensa. Não estou ignorando a realidade; são dois jogadores que fazem a diferença para nós, mas não dependemos deles. No fim das contas, vencemos a Eurocopa com os que estavam em campo e com os que saíram do banco. Eles são determinantes? Sim, são, mas não dependemos deles. Temos uma seleção bastante competitiva para, nos momentos em que não contamos com Nico e Lamine, conseguirmos chegar àquela final que todos desejamos”, comentou.
Em declarações ao programa “El Larguero”, da SER, divulgadas pela Europa Press, Unai Simón disse que, após o empate (0 a 0) contra Cabo Verde, os jogadores da “La Roja” estavam convencidos de que venceria a Arábia Saudita. “E agora estamos convencidos de que podemos vencer o Uruguai. O empate nos dá o suficiente, mas isso só saberemos aos 85 minutos da partida. Até lá, temos que tentar vencer o jogo e ser eficazes nas áreas”, afirmou.
Simón fez uma autocrítica sobre a estreia da Espanha contra Cabo Verde. “Fiquei preocupado a partir do minuto 80, quando já via o ‘Ayme’ (Laporte) subindo para marcar um gol. Não estávamos atentos à marcação. Estávamos mais preocupados em marcar do que em não levarmos gols. É normal, dada a dinâmica da partida. Mas, naquele momento, você começa a perceber que eles tinham jogadores velozes no ataque e que, em qualquer contra-ataque, poderiam chegar à área. Vi mais desorganização na defesa”, analisou.
Nesse sentido, ele lembrou da ocasião em que Cabo Verde teve a chance de, inclusive, conquistar a vitória. “Eles tiveram um escanteio em que um jogador sozinho chutou, e ainda bem que ele mandou para o meio. Mas o resto da partida... são coisas que acontecem. Nem todas as jogadas de ataque vão acabar em gol. Não foi o nosso dia. Assim como contra a Arábia, sim, naquele dia não deu certo”, acrescentou.
Simón também brincou com o recorde alcançado por Leo Messi, Cristiano Ronaldo e Guillermo Ochoa, que disputaram sua sexta Copa do Mundo consecutiva. “Que preguiça me dá só de pensar nisso. Comigo, nem de brincadeira você vai me pegar na seleção espanhola. Não sei se este será meu último Mundial, mas vou aproveitá-lo como se fosse o último”, afirmou.
Sobre seu futuro, o goleiro do Athletic garantiu que não vai para o banco de reservas. “Tenho isso muito claro. Não gosto de tática e acho que ser técnico é uma das coisas mais ingratas do mundo do futebol. Não quero passar por tantas decepções. Não curto o futebol a ponto de fazer isso”, declarou.
Além disso, ele falou sobre sua relação com os demais goleiros da seleção nacional. “Fala-se muito que o Remiro veio para fazer parte do grupo (na Eurocopa de 2024), mas a verdade é que ele veio para disputar a vaga de titular. O Remiro treinava muito bem e tinha condições de lutar por uma vaga no time. É um goleiro excelente. Se eu fosse ele, ficaria incomodado se dissessem que ele veio só porque é uma boa pessoa. Não é verdade. Ele é um animal competitivo”, disse.
A relação entre Álex Remiro, David Raya e Simón já vinha sendo construída há dois anos. “Isso torna os treinos mais agradáveis. Com o Joan, estamos juntos há os 10 dias de março e nesta concentração. É tempo suficiente para nos conhecermos. Quando essa Copa do Mundo acabar, teremos uma relação semelhante à que tínhamos com o Alex. Em campo, nós três temos essa ambição de querer jogar contra o Uruguai, e caberá ao técnico decidir quem escalar. O respeito, o bom clima, tudo isso continua com o Joan. É raro vocês ouvirem alguém falar mal do Joan. Ele é uma ótima pessoa, sempre deseja o melhor para você, diz o que você precisa, como você quer se aquecer. Ele está sempre atento a você. Isso é de alguém de boa, de um bom companheiro. E o que posso dizer do David? Não sei se já são quatro anos ou quantos tempo estou com o David. Nós nos conhecemos de cor e salteado”, comemorou.
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