Robert Michael/dpa - Arquivo
MADRID 28 jul. (EUROPA PRESS) -
A UEFA se manifestou contra o suposto plano do presidente da FIFA, Gianni Infantino, de vender a Copa do Mundo de futebol em participações a investidores privados, informação publicada pelo jornal britânico The Times, e ressaltou que ninguém é “dono do futebol” e que, por isso, não é lícito “comercializá-lo”.
“Isso ultrapassa um limite que as instituições que regulam o futebol nunca deveriam cruzar. A UEFA leva isso muito a sério. Todas as federações nacionais de futebol deveriam fazer o mesmo. E o mesmo deveriam fazer todas as partes interessadas: ligas, clubes, jogadores, torcedores, governos e todos aqueles que se preocupam com o futuro deste esporte”, afirmou o órgão regulador do futebol europeu em um comunicado ao qual a Europa Press teve acesso.
Segundo o jornal The Times, a FIFA, com o apoio do banco norte-americano JP Morgan, poderia criar uma empresa para administrar e vender participações na Copa do Mundo, na qual Infantino seria o comissário; nessa operação, a entidade reguladora do futebol mundial seria a acionista majoritária, com uma privatização de 20% a 30% do capital dos torneios organizados pela FIFA.
“A essência e a governança do futebol não são ativos com os quais se possa negociar, especialmente sem nenhuma transparência sobre quem se beneficia economicamente. Nenhum de nós é dono do futebol. Não cabe à FIFA vendê-lo”, concluiu a UEFA.
Na segunda-feira, Infantino evitou as críticas dirigidas à FIFA pela organização da recente Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá, que terminou no último dia 19 de julho com a vitória da Espanha, e respondeu que o futebol é “maior do que o ódio” propagado por seus detratores.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático