Europa Press/Contacto/Mickael Chavet
CORTINA D'AMPEZZO (ITÁLIA), 14 (dpa/EP)
A delegação da Ucrânia também boicotará a Cerimônia de Encerramento dos Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina d'Ampezzo 2026, que será realizada no próximo domingo, após já ter se ausentado da cerimônia de abertura em 6 de março, em sinal de protesto contra a permissão da presença de bandeiras da Rússia e da Bielorrússia neste evento.
Ao contrário dos Jogos Olímpicos de Inverno realizados um mês antes no norte da Itália, o Comitê Paraolímpico Internacional (CPI) suspendeu a proibição de exibir símbolos nacionais russos e bielorrussos.
Valeriy Sushkevych, presidente do Comitê Paralímpico Nacional da Ucrânia, foi questionado neste sábado pela agência dpa se seu país participará da Cerimônia de Encerramento. “Não, nunca. Lá será hasteada a bandeira de um Estado assassino. Estes Jogos Paralímpicos são os piores da história”, declarou a respeito.
O dirigente, de 71 anos, acusou muitos atletas paralímpicos russos de apoiar abertamente o líder do Kremlin, Vladimir Putin, que há mais de quatro anos trava uma guerra contra a Ucrânia com o apoio do Exército da Bielorrússia no mesmo conflito. “Os medalhistas de ouro russos dedicaram suas medalhas a Putin, não ao país nem ao povo russo. Isso demonstra que os atletas não representam apenas seu país, mas também o terrorismo, a guerra e os ataques militares. É terrível”, acrescentou Sushkevych a respeito. A Lituânia também anunciou que não comparecerá à cerimônia de encerramento, em protesto. “Estamos profundamente decepcionados com a situação”, disse um porta-voz de sua delegação à dpa. As delegações da Ucrânia e da Lituânia, juntamente com as da República Tcheca, Estônia, Finlândia, Letônia e Polônia, boicotaram completamente a Cerimônia de Abertura; apenas 28 das 55 nações presentes nestes Jogos Paralímpicos desfilaram com seus atletas em Verona.
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