Publicado 24/10/2025 06:33

A Suprema Corte confirma que a LaLiga tem o direito de marcar jogos às sextas e segundas-feiras

Archivo - Arquivo - Bolas de futebol em um campo
UGR - Arquivo

A associação de empregadores é "muito positiva" em relação a uma decisão que "reforça a segurança jurídica do futebol profissional espanhol".

MADRID, 24 out. (EUROPA PRESS) -

O Supremo Tribunal (SC) rejeitou o recurso de cassação apresentado pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) e confirmou a decisão que declarou "injustas" as ações destinadas a impedir que a LaLiga marque jogos às segundas e sextas-feiras.

A decisão mantém a liminar para cessar tal conduta e ordena que a RFEF pague os custos, ratificando definitivamente o direito da LaLiga de definir as datas e horários de suas competições profissionais.

De acordo com a LaLiga em um comunicado, o Tribunal Superior lembra que a competência para definir as datas e os horários das partidas faz parte da organização do campeonato, que corresponde exclusivamente à LaLiga.

A "coordenação" prevista com a RFEF deve ser entendida apenas no sentido de evitar interferências com outras competições nacionais ou internacionais, mas não implica em um poder de autorização ou veto por parte desse órgão.

A Suprema Corte ressalta que, no exercício desse poder, não há submissão hierárquica da LaLiga à RFEF, nem controle por parte desta última. Da mesma forma, a Suprema Corte esclareceu que nem o artigo 6.1.c) do Real Decreto-Lei 5/2015, nem o artigo 28 do Real Decreto 1835/1991, legitimam a RFEF a exigir considerações econômicas ou condições de qualquer tipo para permitir jogos às sextas e segundas-feiras.

A imposição de tais requisitos constitui um ato de concorrência desleal por obstrução, pois carece de justificativa objetiva e limita indevidamente a atividade organizativa da LaLiga.

ORIGEM DO CONFLITO

O conflito tem sua origem em 2019, durante a presidência de Luis Rubiales, quando a RFEF anunciou que não autorizaria a realização de jogos às segundas-feiras e limitaria a realização de jogos às sextas-feiras. Como resultado dessa decisão, durante várias temporadas não foi possível realizar jogos nesses dias, o que gerou, de acordo com a associação de empregadores, um "impacto notável" no planejamento esportivo e no marketing audiovisual.

Em agosto de 2019, como resultado de uma ação judicial movida pela LaLiga, o Tribunal Comercial nº 2 de Madri permitiu os jogos às sextas-feiras, mas não às segundas-feiras, como medida de precaução.

Posteriormente, em junho de 2020, o Tribunal Provincial de Madri anulou as resoluções emitidas pelo Tribunal Comercial que permitiam o agendamento de ambos os dias, destacando que a RFEF não tinha poder para impedi-lo.

Durante esse período, o Consejo Superior de Deportes (CSD) tentou mediar e, em 2022, decidiu novamente a favor da realização de jogos às segundas e sextas-feiras, reafirmando a competência da LaLiga.

Com essa decisão, a Suprema Corte põe fim a um longo conflito institucional e jurídico que afetava a normalidade das competições. A LaLiga avalia "de forma muito positiva" essa decisão, que "reforça a segurança jurídica do futebol profissional espanhol e consolida a estrutura de competência estabelecida pela legislação atual".

Da mesma forma, a LaLiga lembrou que já havia advertido a então presidência e a diretoria da RFEF sobre as consequências que poderiam advir do fato de impedir o correto desenvolvimento das competições.

"A sentença abre o caminho para avaliar os danos causados por uma situação que, durante anos, gerou incerteza e perdas para os clubes e para a própria competição ao afetar uma ferramenta fundamental para competir em igualdade de condições, manter e aumentar o valor dos direitos audiovisuais e beneficiar todo o ecossistema do futebol profissional", concluiu a associação patronal dos clubes na nota.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado