Publicado 26/05/2025 16:51

Sergio Llull: "Estou deixando algo que me deixou muito feliz, mas com a consciência tranquila de ter dado tudo de mim".

Sergio Lull com Elisa Aguilar e Jorge Garbajosa
IRINA R. HIPOLITO/AFP7/EUROPA PRESS

ALCOBENDAS (MADRID), 26 (EUROPA PRESS)

O armador Sergio Llull não escondeu que, com sua aposentadoria da seleção espanhola, estava deixando algo que o deixava "muito feliz", mas que saía "com a consciência tranquila" por ter "sempre dado tudo" em uma equipe onde teve "sorte" de coincidir com "uma geração irrepetível" e cujo melhor momento é a conquista da Copa do Mundo de 2019 na China.

"Tenho um misto de emoções. Nostalgia, porque estou deixando algo que me fez muito feliz, mas orgulho e satisfação por ter sempre dado tudo de mim e saber que posso sair com a consciência tranquila", disse Llull durante sua despedida.

O Menorquino disse que sua despedida foi "uma decisão difícil e bem pensada". "Mas era hora de dar um passo para o lado, concentrar-me no meu clube, curtir a minha família e abrir caminho para as novas gerações que estão chegando com força", enfatizou.

"Não houve um momento em que eu me levantei e disse 'é isso', foi um acúmulo de coisas que você coloca na balança e, pela primeira vez, pensei egoisticamente no que é melhor para mim e para a minha família. Já estou com 37 anos e 38 de idade e meu desejo é continuar jogando com meu clube, e a família também é importante. Em todas as viagens da Euroliga, quando ficamos fora por quatro dias, percebo que eles sentem minha falta. As novas gerações também estão chegando, eu coloquei tudo na balança e tomei essa decisão que é a certa", disse o jogador do Real Madrid.

O jogador de Mahón enfatizou que era um "dia para agradecer à FEB" e a "todos os presidentes" que ele teve por cuidar deles "sempre tão bem" e dar-lhes "todas as facilidades" para que eles pudessem se preocupar "apenas em jogar basquete". "Obrigado a todos os treinadores e equipe técnica, especialmente a Sergio Scariolo, que me deu a oportunidade em 2009 de fazer parte desta equipe, nunca poderei agradecê-lo o suficiente pela confiança que teve em mim", ressaltou.

"Obrigado a todos os companheiros de equipe com quem pude jogar. Tivemos muito sucesso juntos, mas além de todas as conquistas, fico com o caminho que percorri para alcançá-las. Quando você gosta de algo, é mais provável que atinja seus objetivos", acrescentou Llull, que estava cercado por muitos de seus companheiros de seleção.

Nesse sentido, ele não esconde a "sorte" de ter coincidido "com uma geração irrepetível". "Eles foram verdadeiras referências e ídolos para mim, me sinto privilegiado", confessou. "Para mim, é uma honra ver essa grande equipe sentada aqui. Jogamos juntos em muitos campeonatos e nos divertimos muito", disse.

"Espero que meu legado na quadra seja o de alguém que deu tudo de si para vencer e, fora dela, que continuemos a nos ver e a continuar. Dentro e fora de quadra nós nos divertimos muito e essa é uma das bases dos sucessos que alcançamos, sem essa união esses troféus que tenho atrás de mim não teriam sido possíveis", continuou.

ELE ESTÁ MANTENDO A COPA DO MUNDO DE 2019

Ele também agradeceu a seus pais por ajudá-lo a "manter os pés no chão" e por lhe dizer que "você sempre tinha que lutar até o fim". "À minha esposa Almudena, por entender que jogar na seleção nacional era um sonho para mim, e à Gabriela, Olivia e Almudena (suas três filhas). Papai estará jogando com vocês durante todo o verão. E ao meu irmão, que não pôde estar aqui, mas que nunca perdeu um torneio", disse o espanhol.

"Espero ter ajudado a transmitir valores como esforço, sacrifício e trabalho em equipe que fazem parte da família, que o 'nós' é sempre mais importante do que o 'eu'. Assim como os jogadores mais velhos fizeram comigo, espero que aqueles de vocês que ainda restam possam transmiti-los às gerações futuras", disse Llull.

O armador acredita que a equipe nacional "está em boas mãos". "Os veteranos me ensinaram como tudo funcionava, que era um orgulho vestir essa camisa, mas também uma responsabilidade. É hora de eles se apresentarem e mostrarem que estão mais do que prontos para competir no mais alto nível e continuar transmitindo os valores da família para as gerações futuras", disse ele.

Por fim, Llull deixou claro que sempre estará "apoiando e comemorando todos os sucessos que ainda estão por vir" para a equipe nacional e reconheceu que viveu "muitos momentos míticos". "Eu ficaria com a Copa do Mundo de 2019, quando Rudy (Fernández) levantou aquele troféu, foi uma sensação incrível. Não começamos como favoritos, como em muitas outras vezes, mas conhecendo nossos papéis e dedicação, passamos pelas fases e pudemos comemorar a segunda Copa do Mundo na história da seleção", lembrou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado