Irina R. Hipolito / AFP7 / Europa Press
MADRID 20 maio (EUROPA PRESS) -
O jogador do Rayo Vallecano, Sergio Camello, afirmou nesta quarta-feira que a equipe está “mais do que preparada” para a final da Conference League, que os colocará frente a frente com o Crystal Palace, da Inglaterra, e destacou que conquistaram “o respeito” e que tem “a certeza” de que conquistarão o título.
“Na final, tudo pode acontecer. Estamos mais do que preparados e acredito que conquistamos o respeito. Muitas vezes, nós mesmos nos diminuíamos diante de outros adversários. Quando pensamos no Crystal Palace, o nome soa familiar a todos nós porque idolatramos muito os times da Premier League, mas nós somos o Rayo e chegamos até aqui da mesma forma que eles. Tenho certeza de que a taça será nossa”, afirmou o atacante do Rayo Vallecano no ‘media day’ que antecedeu a final da Conference League.
Camello destacou que o Rayo Vallecano é “o que resta do futebol de antigamente”. “Sempre digo às pessoas que vêm a Vallecas que o menos importante é o futebol. O importante é tudo o que está ao redor: a preparação, a união com a torcida, como nossa arquibancada torce, o que eles reivindicam e pelo que lutam. É uma equipe tão especial que chegou a uma final europeia com tudo o que temos e contra tudo o que enfrentamos; isso tem muito mérito”, acrescentou.
O madrilenho destacou que “sente gratidão” por ver que 11.000 ou 12.000 pessoas vão à Alemanha. “Esta é a nossa festa. Nós somos os protagonistas, mas eles são os convidados e, certamente, quem mais vai aproveitar. Ninguém nos disse que há obrigação de ganhar, e aí você entende que, para eles, isso já é algo enorme. Vai ser um dos dias mais felizes de suas vidas e isso emociona muito”, explicou.
O campeão olímpico confessou que o que levou a equipe até a final foi “o elenco de reserva” e que as pessoas que entram do banco contribuem. “Desde que existem as cinco substituições, é muito importante ter jogadores que contribuam de fora. A união entre o lado humano e o esportivo criou a melhor equipe da história do Rayo”, acrescentou.
“Quando você chega aqui e vê que figuras históricas como Óscar Trejo, Álvaro García ou Isi transformam todos os problemas em bom humor, você entende que não pode reclamar e que tem que trabalhar. Isso cria uma união especial. É preciso melhorar muitas coisas, sobretudo em relação à base e ao futebol feminino, porque o Rayo é algo muito bonito e muita gente não entende por que não se cuida mais dele”, enfatizou.
Por fim, o autor de dois gols na final olímpica reconheceu que “sempre se sonha em marcar gols” e que está “em boa fase”. “Claro que me imagino marcando na Alemanha, mas, sinceramente, prefiro que o gol seja marcado por outro. Já vivi o que é ser protagonista e a glória depois não é tão boa quanto se imagina. Prefiro aproveitar com meus amigos do bairro, sem estar em todas as capas. Embora esteja claro que adoraria marcar”, concluiu.
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