Publicado 28/08/2025 12:03

Scariolo: "A competição é muito mais acirrada e devemos ter aprendido essa lição hoje".

Sergio Scariolo mostra sua raiva durante o jogo entre Geórgia e Espanha no Eurobasket 2025
ALBERTO NEVADO PIQUERAS

MADRID 28 ago. (EUROPA PRESS) -

O técnico da seleção masculina de basquete, Sergio Scariolo, lamentou não ter sido capaz de "convencer" sua equipe de que a Geórgia, contra quem perdeu na quinta-feira na abertura do Eurobasket por claros 83-69, era "maior e mais física" do que eles, e enfatizou que "a lição" que eles deveriam ter "aprendido" é que "a competição é muito mais difícil" do que os jogos de preparação.

"A Geórgia é uma equipe muito experiente, com muitos jogadores de alto nível, jogadores da NBA e da Euroliga, e eles merecem a vitória. Acho que a culpa foi minha por não ter conseguido mostrar e convencer minha equipe de que esse time é muito maior e mais físico do que nós. Tivemos que fazer um grande esforço para conseguir essa fisicalidade e não conseguimos, de fato, 16 rebotes a menos é o resultado".

Nesse sentido, o italiano reconheceu que a equipe não jogou "com a disciplina e a coesão que esse nível de jogo exige". "Eu entendo que metade da equipe está em seu primeiro jogo nesse nível, mas acho que podemos fazer melhor do que isso. Acho que o jogo nunca esteve em perigo para eles, então temos que nos preparar para o próximo. Cada jogo é diferente, vamos aprender com este", enfatizou.

O jogador do Brescia acredita que essa derrota mostra que "a preparação é uma coisa e a competição é outra" e que não se trata de "ser otimista ou pessimista" em relação ao futuro. "O problema às vezes é que você não entende ou, talvez, se você nunca passou por isso, agora você percebe que é assim. Acho que deveríamos ter aprendido essa lição hoje. A competição é muito mais difícil, muito mais intensa, os adversários realmente entram em campo com 100% de aproveitamento e você tem de reagir", acrescentou.

Scariolo também considerou "uma autocrítica muito honesta por parte dos jogadores", como fizeram Santi Aldama e Juancho Hernangómez após o jogo. "De minha parte, eu disse que talvez tivesse de pintar o adversário de forma muito pior para convencê-los de que esta é a equipe mais física da competição e que eles têm muita experiência", comentou.

O treinador voltou a falar da "enorme diferença no rebote" e que foi "uma chave importante para o jogo" e para a equipe georgiana colocá-los "nessas dificuldades", enquanto sobre o fracasso nos lances livres (6/13) considera que "não influenciou o resultado final", mas deixou claro que não é "em condições no nível de talento e nível geral para desperdiçar chances".

JUANCHO HERNANGÓMEZ: "SAÍMOS EM BUSCA DO MELHOR".

O técnico teve a companhia do atacante Juancho Hernangómez, que parabenizou a Geórgia pela vitória e não escondeu o fato de que o primeiro jogo em um grande torneio "é sempre complicado" e que "é sempre difícil adquirir a mentalidade do torneio". "Hoje não estávamos preparados. Eles jogaram muito melhor, mais fisicamente do que nós, mas há um longo caminho a percorrer nesses torneios. Vamos nos recuperar, tenho muita confiança neste grupo", disse ele.

O jogador do time de Madri não tem dúvidas de que a equipe jogou "muito, muito mal", mas não se esquece de que essas primeiras partidas de uma grande competição "são sempre um pouco enganadoras". "Eles entraram em campo com a faca entre os dentes e, desde o início, levaram um pouco de vantagem. Depois, tentamos chegar a cinco pontos e, no final, o jogo foi decidido no último quarto", disse ele.

"Eles fizeram um jogo muito, muito físico e acho que estavam mais dispostos, mais preparados. No final, acho que saímos em busca do jogo e não pelo jogo. Sabemos que não somos a maior e mais talentosa equipe, mas temos de ser a equipe que se esforça mais, que luta mais, que é mais uma equipe em campo, e hoje mostramos isso", disse ele.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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