BARCELONA, 12 jul. (EUROPA PRESS) -
O técnico da Argentina, Lionel Scaloni, afirmou após a vitória sobre a Suíça (3 a 1), conquistada na prorrogação para garantir a classificação para as semifinais da Copa do Mundo de 2026, que a classificação da Albiceleste “é histórica”, apesar de reconhecer que sua equipe tem “coisas a melhorar”, enquanto o atacante Julián Álvarez comemorou o espírito do grupo e afirmou que sempre acreditou que o gol acabaria chegando.
“O que essa equipe conquistou hoje é histórico; mesmo que pudéssemos ter jogado melhor, é histórico estarmos em uma semifinal novamente”, destacou Scaloni após a partida, em declarações divulgadas pela DAZN.
O técnico argentino admitiu que a Suíça levou a partida ao limite. “Hoje sofremos. Sabíamos que era uma equipe muito física. Nesse aspecto, acho que eles nos colocaram em grande dificuldade. Não conseguimos sair de certas situações e, na verdade, hoje a sorte esteve do nosso lado. É preciso ser realista, temos coisas a melhorar, mas vencer é sempre melhor”, analisou.
Sobre o confronto nas semifinais contra a Inglaterra, Scaloni minimizou a importância do adversário e colocou o foco na recuperação de seus jogadores. “Não importa se for a Inglaterra ou se fosse a Noruega. Vamos enfrentar uma equipe que joga muito bem e que tem um grande técnico. Agora, o mais importante é nos recuperarmos, porque precisamos disso”, destacou.
Por sua vez, o atacante Julián Álvarez, autor do gol que decidiu a partida na prorrogação, confessou que a equipe nunca perdeu a fé, apesar das dificuldades. “Sabíamos que, se continuássemos todos juntos, o gol viria, e foi assim, então estamos muito felizes”, afirmou.
O atacante reconheceu que a partida ficou complicada mesmo quando a Suíça ficou com dez jogadores. “Tentamos até o fim. As coisas ficaram difíceis, mesmo tendo um jogador a mais. Tivemos que ir para a prorrogação, mas continuamos acreditando”, explicou.
Além disso, Álvarez garantiu que a seleção tenta se isolar do barulho externo. “Sempre se fala muito. Nós temos que concentrar nossa energia em outras coisas, no nosso trabalho e no que fazemos dia após dia. O grupo está muito unido, muito forte. Não podemos nos deixar levar por tudo o que se diz nas redes sociais”, destacou.
Por fim, ele destacou o impulso moral que significa avançar de fase em partidas tão exigentes. “Muito mesmo. Obviamente, preferiríamos vencê-las antes, mas sabemos que não é fácil. Todas as partidas da Copa do Mundo estão sendo assim. Agora faltam mais duas e vamos dar tudo de nós para vencê-las”, concluiu.
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