ANTONIN VINCENT / DPPI / AFP7 / Europa Press
MADRID 27 jun. (EUROPA PRESS) -
O piloto espanhol de Fórmula 1 Carlos Sainz (Williams), que largará da 17ª posição no Grande Prêmio da Áustria, reconheceu estar surpreso com “a quantidade de melhorias que as melhores equipes trazem”, o que faz com que as diferenças em relação aos carros do meio do pelotão sejam “enormes”, e afirmou que, se não conseguirem atualizações, estarão condenados a “lutar na Q1”.
“Fiz uma volta bem no limite, em todas as curvas rápidas arriscando bastante, tanto na areia quanto nos ‘limites da pista’. Fiz uma volta muito boa. Venho de um fim de semana muito complicado, em que não me senti confortável com o carro, mudando muitas coisas na configuração; ontem, problemas no motor; hoje, sofrendo muito... Na última volta da Q1, tirei tudo o que havia, e por isso estou contente com essa volta, dentro do possível, porque neste fim de semana estamos indo muito devagar”, destacou em declarações à DAZN após a sessão de classificação.
Além disso, ele reconheceu que, desde o início, estava ciente de que iriam enfrentar dificuldades no Red Bull Ring. “Quando vimos a lista de atualizações das outras equipes para esta corrida, percebemos claramente que, se já sofremos em Barcelona com calor e curvas rápidas, aqui, que também tem calor e curvas rápidas, iríamos sofrer também. Não há segredos. Caberá a nós trazer algo para Silverstone que, esperamos, melhore essa situação. Precisamos continuar aliviando o peso do carro; ainda estamos com muito excesso de peso, com um carro que não se sai bem nas curvas rápidas. Ou trazemos melhorias ou continuaremos lutando pela Q1”, afirmou.
Por outro lado, o madrilenho refletiu sobre a quantidade de melhorias que muitas equipes estão conseguindo. “É assim que funciona a Fórmula 1, e mais ainda em um ano em que todos estão trazendo melhorias praticamente para todas as corridas. As diferenças são enormes, gigantescas. Concordo um pouco com o que Fernando — Alonso — disse na quinta-feira: ficamos muito surpresos com a quantidade de melhorias que as melhores equipes trazem”, indicou.
“Sem o ‘budget cap’ — teto orçamentário —, traríamos mais melhorias. Não sei como as equipes de ponta conseguem isso, já que devem ser mais eficientes com o ‘cost cap’ — limite de custos —, pois trazem melhorias para todas as corridas. As equipes do meio da tabela, não sei por quê, não conseguimos trazer tantas, porque o ‘budget cap’ nos limita. Deve haver algo financeiro que claramente não estamos fazendo direito”, continuou.
“Somos estratégicos, mas tenho a impressão de que as equipes de ponta, ou não são assim e simplesmente, assim que têm algo, já o trazem porque deixam uma margem ampla no ‘teto orçamentário’, ou claramente há algo que não estamos fazendo totalmente certo. É uma situação um pouco curiosa, porque está acontecendo mais ou menos a mesma coisa com todos os carros da zona intermediária: estamos um pouco surpresos com a quantidade de atualizações que as melhores equipes trazem”, concluiu.
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