Publicado 11/02/2025 13:20

Ribalta, diretor do Espanyol Femení: "Nosso jogador é a vítima e tomaremos as medidas necessárias".

Daniela Caracas, jogadora do RCD Espanyol Femení, na partida da Liga F contra o Barça Femení.
RCD ESPANYOL

Ele diz que Daniela Caracas precisa de "tempo e espaço para se recuperar" depois do que aconteceu com Mapi León.

BARCELONA, 11 fev. (EUROPA PRESS) -

O diretor do RCD Espanyol Femení, Dolors Ribalta, assegurou que o clube azul e branco tomará as medidas, judiciais ou não, que sua jogadora Daniela Caracas requer e solicita depois de tomar "tempo e espaço" para "se recuperar" após o que aconteceu na partida da Liga F contra o Barça Femení, em uma ação com Mapi León em que ela tocou sua área íntima.

"O Espanyol foi contundente em sua declaração e o fez porque nossa jogadora, repetimos, é a vítima. Temos que ficar ao lado da nossa jogadora, acompanhá-la e tomar as medidas necessárias", disse Ribalta à mídia após um evento.

Para o diretor de futebol feminino da equipe azul e branca, o que deve ser avaliado é que neste momento sua jogadora precisa se "recuperar". "Temos uma jogadora que precisa de tempo e espaço para se recuperar. A jogadora Daniela precisa de espaço para se recuperar. Porque, nessas situações, as vítimas precisam de espaço, precisam ver com clareza. E o que temos de fazer é não pressioná-las, mas acompanhá-las", disse ela.

"As imagens são muito claras, todo mundo já as viu. É uma situação inaceitável. Hoje falamos com a jogadora e ela nos agradeceu por apoiá-la. Que nós a estávamos acompanhando. E, na verdade, hoje é o dia de descanso da equipe. Isso também é muito bom porque ela conseguiu se distanciar. Ontem nós a aconselhamos a se afastar de tudo e ficar muito calma. Que o clube estava ao lado dela", explicou Ribalta.

Além disso, o clube 'perico' colocou seus serviços jurídicos e seu psicólogo à disposição dela. "Também perguntamos se ela queria que fôssemos nós a dar as versões do que aconteceu com base no que ela nos contou. Ela disse que queria ficar em segundo plano, que queria cuidar de si mesma", disse a diretoria.

"O mais importante para nós é que a jogadora esteja bem, que parem os insultos, que a declaração seja um pouco nesse sentido, para dizer que essa situação aconteceu, que essa situação é inaceitável no mundo do esporte. Nós, como clube, e eu, como ex-jogadora, tivemos de lutar muito para ter a visibilidade que temos agora", acrescentou.

NENHUMA NOTÍCIA DO BARÇA NEM DE MAPI LEÓN Por outro lado, assegurou que até o momento não tiveram nenhuma resposta à declaração do Barça Femení ou de Mapi León, que explicou em suas redes sociais e através do clube blaugrana sua versão dos fatos, negando que tenha tocado nas partes íntimas de Caracas ou que tenha "violado a privacidade" da jogadora dos azuis e brancos. "Em relação ao clube rival, ninguém entrou em contato conosco", garantiu Ribalta.

"É verdade que alguns sindicatos nos ligaram para apoiar a jogadora e estar perto de nós. Além disso, a F League tem se comunicado diretamente com o clube e tem demonstrado seu carinho pelo jogador. Portanto, agradecemos a todos e a todas as pessoas que demonstraram carinho pela nossa jogadora, que estiveram perto dela, que sabem como cuidar dela, que a entendem, que é uma situação complicada", acrescentou.

E, sobre a declaração de Mapi Leon negando o major, ele não quis valorizá-la. "Não somos nós que temos que avaliar a declaração de outra pessoa. Assim que ouvimos a versão do jogador, o clube fez o que tinha que fazer, que é uma declaração dizendo que a situação que vivemos foi inaceitável e que está fora dos valores do esporte. A sociedade de hoje é uma sociedade muito avançada, não estamos na era de Míchel e Valderrama, felizmente isso indica que a sociedade avançou e o nosso clube está do lado do jogador e do lado de que não há violência ou agressão de qualquer tipo no esporte", disse o dirigente do Perica.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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